Filme venezuelano bate escolha do Brasil ao Oscar em festival

'Postales de Leningrado' ganhou como melhor filme em Biarritz e deixou para trás 'O Ano em que meus pais...'

Efe,

07 de setembro de 2029 | 21h55

O filme venezuelano "Postales de Leningrado", de Mariana Rondón, que representará a Venezuela nas indicações ao Oscar de filme estrangeiro, recebeu neste sábado, 29, o prêmio de melhor longa-metragem no Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz. E bateu o representante brasileiro "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger, que concorria na mesma categoria ao troféu Abrazo, nome da premiação em Biarritz. Também estava na disputa "Ó, Pai Ó", de Monique Gardenberg.  Com temática parecida ao filme de Hamburger, "Postales de Leningrado" mostra a visão de duas crianças sobre a realidade venezuelana no contexto das guerrilhas dos anos 1960. Na categoria de curtas-metragens, o "Abrazo" foi para "Temporal", de Paz Fabrega (Costa Rica), com uma menção especial para "Tiene la Tarde Ojos", de Carlos Sama (México). Também estavam indicados os brasileiros "A Peste da Janice", de Rafael Figueiredo, e "Picolé, Pintinho e Pipa", de Gustavo Melo - este último está na atual programação do Festival do Rio. O prêmio especial do júri foi para "La Noche de los Inocentes", do cubano Arturo Sotto, protagonizada por Jorge Perugorría. As atrizes Ana Carabajal e Luisa Nuñez receberam prêmios de interpretação feminina por suas atuações em "Por Sus Propios Ojos", da argentina Liliana Paolinelli.  Presidido pelo cineasta Benoit Jacquot, o júri optou por premiar duas mulheres, em vez de conceder prêmios de interpretação feminina e masculina, como estava previsto. O prêmio do público foi para o uruguaio "Matar a Todos", de Esteban Schröder, que também concorria a melhor longa-metragem. "La Sangre Iluminada", de Ivan Ávila Donas (México) recebeu o prêmio do júri "Jóvenes Europeos" na categoria de longa-metragem. Já na de curtas, o premiado também foi "Tiene la Tarde Ojos". O prêmio dos encontros de jovens produtores foi para o mexicano Jean-Marc Rousseau Ruiz por seu projeto "1994". Já "El Secreto de la Sangre", da argentina María Victoria Andino, levou o prêmio "Escuelas de Cine ENS Louis Lumière-Festival de Biarritz". Entre os documentários, o "Abrazo" foi para "Secretos de Lucha", de Maiana Bidegain (França-Uruguai), com uma menção especial para "Los Ladrones Viejos", do mexicano Everardo Gonzales. Desde o último dia 24, o Festival de Biarritz exibiu 100 filmes. Nas mostras paralelas, a XXVI edição do festival prestou homenagem ao ator mexicano Pedro Armendáriz Júnior (de "O Crime do Padre Amaro" e "A Mexicana"). Também houve uma retrospectiva da obra do boliviano Jorge Sanjinés, considerado um precursor do cinema militante em documentários, nos quais contou com a participação de camponeses locais para denunciar o drama da pobreza, a fome, a mortalidade infantil e o desemprego.  

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