Filme sobre revolução mexicana vence Ariel

O polêmico filme mexicano La ley de Herodes (A Lei de Herodes), sobre a corrupção vivida nos tempos da Revolução no país, foi o destaque na entrega do Ariel, realizado ontem no Palácio de Bellas Artes. No total, a obra de Luis Estarad recebeu 10 prêmios entre eles: direção, maquiagem, ator e ator coadjuvante. Na estréia da categoria de melhor filme ibero-americano, os cineastas brasileiros Daniela Thomas e Walter Salles levaram a estatueta por Meia-Noite.Outro filme bem classificado foi Del olvido al no me acuerdo, de Juan Carlos Rulfo, vencedor nas categorias melhor música, melhor fotografia e melhor edição. Desde 1946, a Academia Mexicana de Artes e Ciência Cinematográficas premia as melhores produções nacionais - que nesta edição foram 14 longa-metragens - e homenageia duas personalidades com os Arieis de ouro. Neste ano, os vencedores foram Gunther Gerzso ( in memória) pelo seu trabalho como cenógrafo em mais de 60 filmes mexicanos e para a atriz argentina Libertad Lamarque, que não conseguiu conter a emoção, e chorou durante os agradecimentos. O presidente da Academia, o cineasta Jorge Fons, aproveitou o encontro para rebater a petição das distribuidoras que permitiu a duplagem de filmes. "Os cineastras e cinéfilos seguiram lutando contra a dublagem, por que como nação temos o direito de exigir às autoridades que defendam nossa cultura. O cinema não pode e nem deve perder seu rosto", disse. Fons ressaltou também que seu sonho de um integração cultural na América Latina ainda continua vivo. E por tal propósito a Academia decidiu abrir este ano a categoria para o melhor filme ibero-americano. E a estréia foi para os brasileiro Daniela Thomas e Walter Salles pelo trabalho realizado em Meia Noite.

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