Filme sobre Abu Ghraib mostra lado escuro dos EUA

Quando a documentarista Rory Kennedy pensou em fazer um filme sobre por que pessoas comuns cometiam atos de maldade, as imagens de soldados norte-americanos torturando pessoas na prisão iraquiana de Abu Ghraib a assustaram. O resultado foi Ghosts of Abu Ghraib (Fantasmas de Abu Ghraib), um dos documentários mais comentados no Sundance Film Festival deste ano. À medida que Kennedy, filha de Robert F. Kennedy e Ethel Kennedy, entrevistava soldados e testemunhas do abuso cometido em 2003, ela concluía que isso era produto da guerra após o 11 de setembro mais do que uma ação de indivíduos. "Não é somente sobre Abu Ghraib, é sobre a América e quem nós somos como país", afirmou à Reuters no sábado. Como membro da mais popular família política norte-americana, a cineasta disse que cresceu acreditando que os Estados Unidos representavam os direitos humanos e a dignidade. "Nós últimos três anos... nós somos agora um país que representa exatamente o contrário e agora somos conhecidos por torturar as pessoas. Isso está diretamente ligado às políticas colocadas em prática." Kennedy não é a única cineasta no Sundance com um filme sobre o Iraque. O documentário dela está concorrendo com "No End in Sight" (Sem final à vista), um filme que tem como objetivo expor uma cadeia de erros críticos e de incompetência na guerra no Iraque. No ano passado, o documentário "Iraq in Fragments" (Iraque em fragmentos) ganhou alguns dos maiores prêmios do festival.

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