Filme investe em fossa juvenil com final feliz

Certos filmes motivam previsões. Não raro você assiste a um e diz "vale um Oscar", "muita gente vai detestar", "já estão pensando na continuação", coisas assim. O futuro de Volta por Cima, que estréia amanhã, é fácil de adivinhar: o de ser cartaz da Sessão da Tarde em breve.A indústria norte-americana do cinema é incansável e insistente em alguns temas. Por exemplo, o do adolescente apaixonado que perde a namorada e faz de tudo para recuperá-la. O casal da vez é formado por Berke (Bem Foster) e Allison (Melissa Sagemiller), ex-vizinhos que se encontram no colégio. O casal perfeito.De repente, Allison abandona Berke. Em pouco tempo encontra um substituto fisicamente - não mentalmente - mais bem preparado, Striker (Shane West), cantor de uma boy-band...Final feliz - Colegas de Berke tentam tirá-lo da fossa com mulheres e festas. A irmã mais nova de um desses adolescentes, Kelly (Kirsten Durst), é apaixonada pelo protagonista. Os pais de Berke são apresentadores de um programa de televisão sobre sexualidade.A trama se desenrola ao longo da montagem do elenco e dos ensaios de uma versão bizarra de Sonho de Uma Noite de Verão, sob a orientação de um diretor igualmente bizarro, Desmond Forrest-Oates (Martin Short). O melhor personagem: provoca risadas porque se considera um gênio, mas é ridículo e afetado.Berke e Kelly vão tentando conseguir seus objetivos. Sem sucesso. Até que as coisas mudam. Mas nada que empolgue. Tudo muito previsível. E com o obrigatório final feliz.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2001 | 17h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.