Filme inglês imagina assassinato do presidente George W. Bush

Produção foi levada tão a sério que algumas redes de cinema dos EUA se recusaram a exibir o filme

Neusa Barbosa, da Reuters,

08 de março de 2006 | 13h06

O imaginário assassinato do presidente norte-americano George W. Bush, diante de um hotel em Chicago, no dia 10 de outubro de 2007, foi o ponto de partida para A Morte de George W. Bush, do inglês Gabriel Range, que tem estréia em São Paulo e Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 7.   Veja também: Trailer de 'A Morte de George W. Bush'  A produção A Morte de George W. Bush foi levada tão a sério que algumas redes de cinema norte-americanas se recusaram a exibir o filme nos Estados Unidos. Não era para tanto. Afinal, este docudrama (mistura de documentário com ficção dramática) trata menos da morte de Bush e mais da análise de uma investigação desta importância, caçando os suspeitos de sempre. No caso, os alvos são os árabes. A trama começa, justamente, com a lamentação de uma mulher síria (Hend Ayoub): "Por que os assassinos não pensaram nos seus atos?". A queixa parte de alguém que viu o marido (Malik Bader) preso apenas por ser sírio, trabalhar no edifício diante do hotel onde ocorreu o assassinato, ter servido no exército em seu país e feito viagens ao Paquistão e ao Afeganistão. O fato de que faltem provas materiais contra o suspeito sírio não tem a menor importância para o chefe do FBI, que dizia que visar os muçulmanos na investigação não era racismo e sim "senso comum". Para reforçar sua ligação com a realidade, dando-lhe a aparência de um verdadeiro documentário, foram usadas imagens reais do próprio Bush discursando num evento econômico num hotel em Chicago. Também se utilizam imagens do vice-presidente, Dick Cheney, tiradas de um enterro de uma personalidade importante para o governo norte-americano, com bandeira nacional recobrindo o caixão - reforçando a impressão que o filme procura passar, de que seu discurso falava do falecido Bush. Tecnicamente bem-feito, o filme recebeu o prêmio da crítica internacional no Festival de Toronto, em 2007.

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