Filme francês <i>Angel</i> encerra Festival de Berlim

Scarlett O´Hara vem à mente quando se assiste Angel, um filme do diretor francês François Ozon sobre uma jovem que alcança e fama e cai em desgraça, provocando amor e ódio na mesma medida. O filme - o último entre os 22 em competição do Festival de Cinema de Berlim - foi um final apropriado para um evento em que as mulheres foram destaque, embora muitos dos filmes tenham sido rapidamente esquecidos. A bela atriz britânica Romola Garai intepreta o papel de Angel, uma mulher que cresce na pobreza no norte da Inglaterra, mas persevera até conseguir tudo com o que sonha: uma mansão chamada Paraíso, fama, fortuna e amor. Conseguir manter o sonho já é outra história. Quando a guerra começa, ela é separada de seu marido e corre o risco de perder tudo pelo que trabalhou. Baseado no romance da escritora Elizabeth Taylor, Ozon deliberadamente dá a seu filme um visual dos anos 1930, e as atuações são extremamente estilizadas, para corresponder ao período. Os astros de Angel estarão acompanhados dos vencedores dos prêmios de Berlim na cerimônia de gala que se segue, na noite de sábado. Recepção fria A reação da crítica à seleção de 2007 vem sendo fria, embora alguns filmes exibidos esta semana tenham gerado mais entusiasmo. A crítica gostou de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, filme do brasileiro Cao Hamburguer sobre a ditadura militar no Brasil sob a perspectiva de uma criança. O drama O Bom Pastor, de Robert de Niro, também recebeu elogios. A revista Variety descreveu o filme tcheco I Served the King of England - sobre um homem que passa de garçom a dono de hotel e acaba prisioneiro na Cortina de Ferro - como cativante. O filme britânico Hallam Foe, dirigido por David Mackenzie e estrelando Jamie Bell como um voyeur obcecado pela morte de sua mãe, recebeu uma longa ovação na sua exibição para a imprensa. E Lost in Beijing, da jovem diretora chinesa Li Yu, foi elogiado por sua visão ácida do comportamento sexual, cobiça e isolamento na cidade de Pequim.Favoritos Entre os favoritos para o Urso de Ouro desde ano está o alemão The Counterfeiters, que conta a história de uma plano nazista para desestabilizar a economia britânica durante a guerra, ao inundar o país com dinheiro falso produzido por judeus em campos de concentração. A platéia vibrou com Irina Palm, com a cantora britânica Marianne Faithfull, e Marion Cotillard brilhou como Edith Piaf em La Vie En Rose.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.