Hannibal Hanschke/ Reuters
Hannibal Hanschke/ Reuters

Filme espanhol ‘Alcarràs’ ganha o Urso de Ouro em Berlim

O curta brasileiro 'Manhã de Domingo', de Bruno Ribeiro, foi premiado com o Urso de Prata; veja trailers

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

16 de fevereiro de 2022 | 16h44

Alcarràs, dirigido pela espanhola Carla Simón, venceu o Urso de Ouro do 72.º Festival de Berlim

The Novelist’s Film, de Hong Sangsoo, levou o Grande Prêmio do Júri

Robe of Gems, primeiro longa-metragem da mexicana Natalia López Gallardo, ficou com o Urso de Prata de prêmio do júri.

O Urso de Prata de direção foi para a francesa Claire Denis, por Both Sides of the Blade

A melhor performance principal foi da atriz alemã Meltem Kaptan, pelo filme Rabiye Kurnaz vs. George W. Bush, de Andreas Dresen.

A atriz Laura Basuki ganhou o Urso de Prata de interpretação coadjuvante pelo filme indonésio Nana, de Kamila Andini.

Laila Stieler ficou com o Urso de Prata de roteiro por Rabiye Kurnaz vs. George W. Bush, uma coprodução entre Alemanha e França.

O Urso de Prata de contribuição artística extraordinária foi para a concepção de Everything Will Be Ok, de Rithy Panh. 

A Piece of Sky, do suíço Michael Koch, levou uma menção especial.

O júri da competição foi presidido pelo cineasta indiano radicado nos Estados Unidos M. Night Shyamalan e tinha como integrantes o diretor brasileiro Karim Aïnouz, o produtor franco-tunisiano Saïd Ben Saïd, a diretora alemã Anne Zohra Berrached, a escritora e cineasta de Zimbábue Tsitsi Dangarembga, o cineasta japonês Ryûsuke Hamaguchi e a atriz dinamarquesa radicada nos EUA Connie Nielsen

Trap, coprodução de Rússia e Lituânia dirigida por Anastasia Veber, ganhou o Urso de Ouro de curta-metragem. O vencedor torna-se elegível para o Oscar da categoria no próximo ano

O Urso de Prata prêmio do júri de curta foi para o brasileiro Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro. “Quero dedicar o prêmio para minha mãe, que infelizmente morreu durante a pandemia. Ela é a pessoa que mais me apoiou no meu sonho de fazer cinema”, disse Ribeiro em seu discurso de agradecimento. O júri concedeu uma menção especial a Bird in the Peninsula, dirigido por Atsushi Wada.

O júri de curtas era composto pela artista e cineasta italiana Rosa Barba, a cineasta indicana Payal Kapadia e o escritor e curador alemão Reinhard W. Wolf.

Na mostra Encontros, o premiado como melhor filme foi Mutzenbacher, dirigido pela austríaca Ruth Beckermann. O troféu de melhor direção foi para o suíço Cyril Schäublin, por Unrest. O prêmio especial do júri ficou com See you Friday, Robinson, da iraniana radicada na França, Mitra Farahani.

O júri da mostra Encontros era formado pela espanhola Chiara Marañón, diretora de conteúdo da plataforma MUBI, o artista e cineasta britânico Ben Rivers e o produtor, roteirista e cineasta suíço Silvan Zürcher.

O melhor filme de estreante, selecionado entre todas as mostras do Festival de Berlim, foi o austríaco Sonne, dirigido por Kurdwin Ayub, que participou da seção Encontros.

Myanmar Diaries, dirigido por The Myanmar Film Collective, um coletivo anônimo formado por dez cineastas, venceu o prêmio de melhor documentário. Uma menção especial foi concedida para No U-Turn, dirigido por Ike Nnaebue, uma coprodução de Nigéria, África do Sul, França e Alemanha. Dezoito produções concorriam aos prêmios. 

Mostra Geração

O sueco Comedy Queen, de Sanna Lenken, ganhou o Urso de Cristal de melhor filme da mostra Geração Kplus, dado por um júri de crianças. A menção especial foi para o irlandês The Quiet Girl, de Colm Bairéad, que também venceu o Grande Prêmio do júri internacional, com menção especial para o holandês Shabu, de Shamira Raphaëla. 

O Urso de Cristal de melhor curta da mostra Geração Kplus foi para o holandês Spotless, de Emma Branderhorst, com menção especial para Luce and the Rock, de Britt Raes, uma coprodução de Bélgica, França e Holanda. O júri internacional escolheu o iraniano Deer, de Hadi Babaeifar, com menção especial para o grego Vancouver, de Artemis Anastasiadou. 

Na mostra Geração 14plus, o Urso de Cristal de melhor longa, dado por um júri de jovens, foi para Alis, de Clare Weiskopf e Nicolas van Hemelryck, uma coprodução de Colômbia, Chile e Romênia. O americano Stay Awake, de Jamie Sisley, levou menção especial.

Para o júri internacional, os melhores longas da Geração 14plus foram o belga Kind Hearts, de Olivia Rochette e Gerard-Jan Claes, e o cazaque Skhema, de Farkhat Sharipov. 

O Urso de Cristal de melhor curta da seção Geração 14plus foi para Born in Damascus, de Laura Wadha, do Reino Unido. A menção especial foi para Nada para Ver Aqui, de Nicolas Bouchez, uma coprodução Portugal, Bélgica e Hungria. 

O júri internacional da Geração 14plus escolheu o curta francês Goodbye Jérôme!, de Adam Sillard, Gabrielle Selnet e Chloé Farr, com menções especiais para Blue Noise, de Simon Maria Kubiena, uma coprodução de Alemanha e Áustria, e o australiano Tinashé, de Tig Terera. 


 

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