Filme de Walter Salles conquista Cannes

Quantos minutos de aplausos Diários de Motocicleta recebeu hoje, após a exibição oficial no palácio do festival? Foram 12, 13, 15? Os jornalistas, principalmente os brasileiros, conferiam seus cronômetros e a verdade é que o diretor Walter Salles e sua equipe receberam uma belíssima ovação. De manhã, na sessão de imprensa, Diários já havia sido o mais aplaudido de todos os filmes da competição até agora. À noite, talvez tenha tido menos aplausos do que Fahrenheit 9/11, de Michael Moore, mas cada vez que o ímpeto dos aplausos parecia diminuir, a imagem de Gael García Bernal, que faz o jovem Ernesto Guevara, chorando no telão, ou a do velho Alberto Granado sorrindo, qualquer uma renovava os aplausos e a ovação ganhava novo sopro. Walter Salles, com a mão no coração, fazia não apenas o sinal de felicidade, mas também deixava claro que tudo aquilo era belo demais para ser verdadeiro. Mas era. Cannes consagrou hoje Diários de Motocicleta. O próprio diretor diz que cada dia é um dia. A partir de agora, tudo está na mão do júri presidido por Quentin Tarantino. A sorte de Diários de Motocicleta será decidida pelos deuses do cinema. Mas a acolhida indica que o filme é um forte concorrente à Palma de Ouro.

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