Filme de Mel Gibson é criticado pelos judeus

Cercado de polêmicas antes mesmo de ficar pronto, o novo filme de Mel Gibson, The Passion, agora é atacado por um grupo que luta contra a difamação de judeus. A Liga Anti-Difamação, que conseguiu ver o filme ainda sem uma edição final, não gostou da forma como Gibson contou a história da crucificação de Jesus Cristo. O diretor da entidade, Abraham Foxman, disse que ?o filme, se for lançado como está, vai gerar ódio e anti-semitismo?. Os representantes da Liga dizem que ?as autoridades judaicas e a máfia judaica aparecem como as únicas responsáveis pela decisão de crucificar Jesus?. Outros religiosos que viram o filme disseram o mesmo. Mas Gibson também coleciona elogios. Cal Thomas, um comentarista conservador americano, viu o filme e disse que é ?a versão desta história mais ajustada à verdade?. A exibição de The Passion aos integrantes da Liga Anti-Difamação, nesta segunda-feira, foi a primeira que Mel Gibson permitiu fazer a pessoas que não simpatizaram com a idéia do filme. Até ontem, vários religiosos e teólogos haviam lido o roteiro do filme, mas somente aqueles que expressaram opiniões positivas haviam sido chamados para ver uma cópia de The Passion. Gibson pagou a produção de The Passion, que custou US$ 30 milhões, com seu próprio dinheiro. O que talvez explique um investimento tão alto num projeto tão autoral é o catolicismo do diretor e ator. Ele pertence a um grupo católico radical dos Estados Unidos que não aceita que o Vaticano lidere a Igreja Católica. As informações são do site Imdb.

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