Filme de Mel Gibson chega ao País causando polêmica

A exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos, A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, chegou ao Brasil levantando polêmica. Em sessão sigilosa e sob forte segurança, a Fox mostrou ontem a 41 integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ao presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista, Henry Sobel, a discutida versão de Gibson para as últimas horas de Jesus Cristo.Sobel engrossou as críticas ao filme. "Fiquei repugnado com a falta de fundamentação histórica, a subjetividade de Gibson e a violência do início ao fim. Anti-semitas podem usar o filme para recriar a ficção que justifique o preconceito contra os judeus", disse. O presidente da CNBB, d. Geraldo Majela, disse não ter considerado a obra anti-semita, mas destacou as cenas violentas. "Não se pode tirar essa conclusão do filme", afirmou. "Realmente, a violência é uma coisa que choca."Também ontem, o psicólogo e advogado Jacob Pinheiro Goldberg encaminhou ao Secretário Nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, uma carta pedindo a proibição do filme para pessoas com menos de 18 anos ou a restrição quanto ao horário de exibição. "A obra é repulsiva, não é para estômago de quem tem dignidade", afirmou. O filme estreou faturando alto nos Estados Unidos, há uma semana. No Brasil, teve sua estréia antecipada de 26 para 19 de março.Veja o trailer do filme no site da Fox

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