Filme de guerra protagonizado por Brad Pitt encerra London Film Festival

Ator afirma que participar do longa 'Fury' fez dele um pai melhor

Jill Lawless, AP

20 de outubro de 2014 | 09h51

 Brad Pitt causou rebuliço no encerramento do London Film Festival este domingo (19) com a exibição de Corações de Ferro, a história sangrenta e lamacenta de David Ayer sobre a equipe de um tanque militar nos últimos dias da Segunda guerra.

O filme oferece uma visão brutal do combate, mas Pitt diz que filmá-lo fez dele um pai melhor para os seis filhos que tem com Angelina Jolie. "Esse papel é um verdadeiro estudo sobre liderança e o processo de aprendizado para comandar por respeito e, por causa disso, eu sou um pai melhor agora", disse Pitt, que interpreta um sargento durão no comando de uma equipe de um tanque de guerra interpretada por Shia LaBeouf, Logan Lerman, Michal Pena e Jon Bernthal.

"Esse filme é sobre a exaustão dos soldados por causa do frio, da fome e o efeito acumulativo disso numa rotina diária", Pitt contou a repórteres antes da estreia de gala europeia do filme. "Nós levamos isso a sério. Eu espero... que soldados saiam de sessões do filme e se sintam reconhecidos."

Corações de Ferro é um fim apropriado para um festival que deu prêmios a filmes que abordam corrupção, violência de gangues, assassinatos de "honra" e guerra.

"Leviatã", de Andrey Svyaginstsev, uma sátira trágica sobre uma cidadezinha corrupta na Rússia, ganhou o prêmio de Melhor Filme. O diretor ucraniano Myroslav Slaboshpytskiy ganhou o prêmio de Filme Estreante por A Gangue, um drama situado em uma escola para surdos e "falado" todo em linguagem de sinais, sem legendas.

A atriz Sameena Jabeen Ahmed foi nomeada a Melhor Nova Atriz Britânica por seu papel como uma adolescente paquistanesa fugindo de sua família em "Catch me Daddy".

O prêmio de Melhor Documentário foi para "Silvered Water, Syria Self-Portrait", uma visão corrosiva voltada para a guerra civil síria dirigida por Ossama Mohammed e Wiam Simav Bedirxan, um professor que filmou a vida da cidade de Homs, tomada pelos rebeldes à época.

O diretor Stephen Frears ganhou o prêmio da Sociedade do British Film Institute em reconhecimento a uma carreira que foi das ruas desgastadas da Grã Bretanha de Margaret Thatcher em Minha Adorável Lavanderia à França do século 18 em Ligações Perigosas. O diretor de 73 anos disse que se tornou um cineasta por acidente, e citou o dramaturgo Joe Orton, tema de um de seus filmes, O Amor Não Tem Sexo, de 1987. "Eu me safei até agora", ele disse. "E vou continuar".

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