Filme com Marilyn Monroe fazendo sexo oral é vendido em NY

Empresário de Manhattan compra o vídeo por R$ 2,5 milhões e diz que 'não vai transformá-lo em brincadeira'

Daniel Trotta, da Reuters,

08 de abril de 2014 | 14h42

Um filme de 15 minutos mostrando Marilyn Monroe fazendo sexo oral em um homem não identificado deverá continuar longe do público pelo empresário de Nova York que o comprou por US$ 1,5 milhão (cerca de R$2,5 milhões), anunciou nesta segunda-feira, 14, o intermediário da compra. O colecionador Keya Morgan disse que organizou recentemente a venda do filme mudo em preto e branco, que pertencia ao filho de um informante falecido do FBI. Quem o comprou foi um empresário rico de Manhattan que quer proteger a privacidade de Marilyn Monroe. "O cavalheiro que o comprou disse que, por respeito a Marilyn, não vai transformar as imagens em brincadeira, colocá-las na Internet ou tentar explorá-las", disse Morgan. "Não é essa a intenção dele, e eu não envolveria meu nome na transação se isso fosse acontecer." Morgan, que assistiu ao filme, disse que Marilyn Monroe está vestida e que a cabeça do homem fica fora do quadro durante os 15 minutos do filme. Marilyn teria tido um caso com o ex-presidente americano John F. Kennedy, segundo rumores da época, e Morgan disse que o ex-diretor do FBI J. Edgar Hoover, rival de Kennedy, esforçou-se ao máximo para provar que era Kennedy o homem que aparece no filme. Um dos ex-maridos de Marilyn, o falecido astro do beisebol Joe DiMaggio, tentou comprar o filme do colecionador por US$ 25 mil (aproximadamente R$ 42 mil), mas "ele se negou a vender", segundo arquivos do FBI antes sigilosos fornecidos por Morgan. Keya Morgan é um colecionador conhecido que possui objetos dos herdeiros de Marilyn Monroe e Joe DiMaggio e disse ter sido amigo dos dois outros maridos de Marilyn, Jim Dougherty e o dramaturgo Arthur Miller. Ele disse que tomou conhecimento da existência do filme quando trabalhava em um documentário sobre Marilyn, que morreu em agosto de 1962 aos 36 anos. Um ex-agente do FBI lhe contou sobre o filme, e Morgan disse que confirmou a história ao encontrar o filho do ex-informante, que dera uma cópia ao FBI. O filho do falecido informante tinha o original, enquanto a cópia permanece em sigilo nos arquivos do FBI, disse Morgan, cuja transação foi divulgada nesta segunda pelo New York Post. "O agente do FBI com quem conversei disse que J. Edgar Hoover era completamente obcecado pelo assunto... Hoover convocou algumas prostitutas que teriam estado com o presidente Kennedy e elas tentaram verificar se era realmente Kennedy", disse. Representantes do FBI em Nova York e Washington não retornaram telefonemas pedindo comentários sobre o assunto.

Tudo o que sabemos sobre:
Marilyn Monroevídeo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.