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Filme chileno 'O Pacto de Adriana’ vence a 41ª Mostra de São Paulo

Escolhido por unanimidade pelo júri, longa retraça a história de uma família num período convulsivo do próprio país

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2017 | 21h38

E o chileno O Pacto de Adriana, de Lissete Orozco, venceu na noite desta quarta-feira, 1.º, o prêmio Bandeira Paulista como melhor filme na competição de novos diretores da 41.ª Mostra de Cinema em São Paulo. À tarde, entrevistado pelo Estado – por seu longa Uma Espécie de Família –, o diretor argentino Diego Lerman, que integrava o júri, disse, sem revelar o nome do vencedor, que a escolha havia sido unânime. “Ficamos tão impactados que decidimos não dar nenhuma menção, para não diminuir a força do vencedor.”

O Pacto de Adriana documenta um período convulsivo da história do Chile. Uma mulher descobre que sua tia pertenceu à polícia secreta do ditador Augusto Pinochet. E investiga, para ir fundo na história de sua família e do próprio país. O filme integra, com outros vencedores e algumas obras selecionadas, a lista da chamada ‘repescagem’. Até quarta da próxima semana, o público terá mais uma chance para ver filmes importantes.

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Justamente o público. Seu prêmio foi, entre os estrangeiros, para Com Amor, Van Gogh, a melhor ficção, e Visages, Villages, o melhor documentário. Entre os brasileiros, venceram o prêmio do público a ficção Legalize Já e o documentário Tudo É Projeto.

A crítica também premiou o melhor brasileiro (Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa, que estreia nesta quinta, 2) e o melhor estrangeiro (Custódia, de Xavier Legrand). A crítica ainda outorgou uma menção a Visages, Villages, de Agnès Varda e JR. O prêmio Petrobrás de Cinema, exclusivo para produções nacionais, contemplou a ficção Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor, com R$ 200 mil, e o documentário Em Nome da América, de Fernando Weller, R$ 100 mil.

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