CINEART FILMES
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Filme alemão sobre a escritora libertária Lou Andreas-Salomé está entre as estreias da semana

Animação 'O Touro Ferdinando' e 'O Destino de uma Nação', sobre Winston Churchill, também chegam às salas de cinema brasileiras nesta quinta-feira, 11

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2018 | 09h27

Lou / Lou Andreas-Salomé 

(Alemanha-Suíça/2016, 113 min.) Dir. Cordula Kablitz-Post, com Katharina Lorenz, Nicole Heesters, Liv Lisa Fries

Quer um modelo de mulher livre e libertária? Procure por Lou Andreas-Salomé, russa de São Petersburgo, escritora, intelectual, psicanalista, que virou a cabeça de homens famosos como Paul Rée, Friedrich Nietzsche, Rainer Maria Rilke e Sigmund Freud. Sua vida é retratada em Lou, da diretora alemã Cordula Kablitz-Post. 

Lou viveu de 1861 a 1937 e foi uma força da natureza. Insubmissa, enfrentou a rigidez religiosa na Rússia czarista e mudou-se para Zurique, na Suíça, onde funcionava uma universidade que aceitava mulheres. Seu objetivo inicial era o estudo, a meditação, a escrita. Casamento não cabia em seus planos. Nem filhos. 

Nem sempre o filme de Cordula Kablitz-Post está à altura do torvelinho da época nem do furacão que foi Lou. Parece certinho demais para um momento em que todos iam fundo na pesquisa de seus sentimentos. Viver naquela época era perigoso. Devia ser mais divertido também. 

O Pacto de Adriana / El Pacto de Adriana

(Chile/2017, 96 min.) Dir. Lissette Orozco

A titia era o xodó da família, a alegria das festas, aquela que havia dado certo na vida, o orgulho dos parentes. Até que sua mudança precipitada para o exterior começa a revelar uma terrível verdade – a simpática Tia Chany fora colaboradora do regime ditatorial de Augusto Pinochet, no Chile. Sua responsabilidade por crimes ainda fica por ser averiguada em sua extensão. Ela nega tudo, mas as evidências são gritantes. A descoberta é chocante. Ainda mais quando feita pela própria sobrinha, a diretora de O Pacto de Adriana, Lissette Orozco. O filme é vibrante, político, corajoso e, por tudo isso, venceu a Mostra de Cinema de São Paulo em 2017.

Motorista de Táxi / Taeksi Woonjunsa

(Coreia do Sul, 2017, 137 min.). Dir. Hung Jang, com Song Hang-Ho, Thomas Krestschman

Ao contrário do Taxi Driver, de Martin Scorsese, Motorista de Táxi, do coreano Hun Jang, não fala de um psicopata, mas de um herói. Um taxista de Seul consegue o serviço que deverá pagar seu aluguel pelos próximos meses. Consiste em levar e trazer de volta um repórter estrangeiro que quer cobrir a zona conflagrada de Gwangju. O longa, de filmagem às vezes meio tosca, conta uma bela história de amizade e lealdade, baseada em um caso real. A sinceridade faz o encanto deste filme, selecionado pela Coreia para disputar vaga no Oscar, mas não ficou entre os 9 finalistas.

O Estrangeiro/ The Foreigner 

(China-Reino Unido/2017, 114 min.) Dir. Martin Campbell, com Jackie Chan, Pierce Brosnan, Orla Brady

Público acostumado a ver o astro chinês Jackie Chan em suas aventuras leves e sempre engraçadas, aqui neste longa pode conferir o ator em momento denso. Na história, após ter seu estabelecimento atacado por um grupo de terroristas irlandeses e sua família ferida, e ainda sem apoio nenhum da polícia, que não consegue encontrar os autores do atentado, Quan (Chan), um típico dono de restaurante chinês em Londres, parte em busca dos culpados, com a explícita intenção de fazer justiça com as próprias mãos. O longa é baseado no livro The Chinaman, de Stephen Leather, e com roteiro de David Marconi. 

Sailing Band 

(Brasil, 2017, 70 min.) Dir. Denis Nielsen 

A ideia inicial desse documentário era a de acompanhar a turnê da banda Sound Citzens pelo Caribe. No entanto, o projeto idealizado pelo diretor Denis Nielsen teve de ser drasticamente alterado. No momento em que estavam em Antígua, às vésperas de iniciar as tão aguardadas filmagens, veio a notícia de que não havia barco para o transporte da equipe de um local para o outro. Infelizmente os músicos decidiram não levar mais o projeto adiante, mas o diretor não compactuou com a decisão, foi em frente e fez surgir o Sailing Band Project, que mostra, de forma bem-humorada, a história da banda e seus músicos, que não sabiam ser essa a última turnê.

O Touro Ferdinando

Um gentil touro é confundido com uma besta-fera e enviado para uma fazenda onde será treinado para participar de touradas. 

O Destino de Uma Nação / Darkest Hour

(Grã-Bretanha, 2017, 126 min.) Dir. de Joe Wright, com Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott-Thomas, Stephen Dillane, Hannah Steele

Num mundo dominado por líderes políticos inexpressivos, venais, corruptos ou francamente lunáticos e perigosos, parece haver um certo fascínio pela figura de Winston Churchill (1874-1965), um estadista de verdade. Ele agora é personagem de O Destino de Uma Nação, de Joe Wright, com Gary Oldman perfeito, vencedor do Globo de Ouro pelo papel. 

Literalmente Especiais

(Brasil/2017, 70 min.) Dir. Victor Hugo Molin

Alexandre Snoop é um professor de dança de Ribeirão Preto que cria espetáculos para transformar a vida de muitas pessoas. Seu projeto de dança é direcionado a pessoas com paralisia cerebral e síndrome de Down e os bons resultados são constatados no filme a partir da observação de psicólogos, médicos, família e amigos.

Memórias de Uma Escola 

(Brasil/2017, 53 min.) Dir. Adriana Silva 

As memórias de ex-alunos e professores do antigo Gynásio do Estado, atual escola Otoniel Mota, localizada em Ribeirão Preto. A instituição completou 110 anos em abril de 2017. E sua trajetória reflete a história do País e da educação e é relembrada pelas várias gerações de mestres e estudantes que integraram a instituição.

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