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Festival Varilux do Cinema Francês celebra o país em 50 cidades

Agora com duas semanas de duração, tem filmes, convidados e até um seminário para discutir a crítica

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2016 | 05h00

Como já se tornou tradição no calendário cultural brasileiro, o Festival Varilux do Cinema Francês, que começa na quarta-feira, 8, em São Paulo e prossegue até 22 em 50 cidades do País, traz convidados e filmes que oferecem um panorama amplo do cinema na França. E além das novidades como Mon Roi, de Maiwenn, que deu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz em Cannes, no ano passado, o festival resgata obras cultuadas como Um Homem, Uma Mulher, de Claude Lelouch, que venceu a Palma de Ouro e o Oscar de filme estrangeiro em 1966.

Christian Boudier, que organiza o festival desde 2010, destaca que se trata de um evento de mercado, em parceria com as distribuidoras. A novidade deste ano é que o evento foi ampliado - para duas semanas - e inclui um seminário de crítica, com a participação do conceituado Jean-Michel Frodon. Na quarta, na abertura em SP, serão realizadas sessões gratuitas, seguidas de debates, em salas do Belas Artes, Cine Arte e Itaú Augusta. Entre os debatedores estão o diretor Philippe LeGuay, de Flórida, os atores Vincent Lacoste, de Lolo, o Filho de Minha Namorada, e Finnegan Oldfield, de Os Cowboys, e a atriz Lou De Lâage, de Agnus Dei.

No ano passado, o festival trouxe Emmanuelle Bercot, a atriz de Mon Roi, com o filme de abertura de Cannes - De Cabeça Erguida, que ela dirigiu. Meu Rei tem a intensidade de um psicodrama, mostrando o êxtase e os dilaceramentos do casal interpretado por Emmanuelle e Vincent Cassel. O filme foi recebido com um vendaval de críticas em Cannes, mas tem defensores ardorosos. Para feministas de carteirinha, é bom destacar que Mon Roi aborda o sexo com uma franqueza rara. Os filmes estão todos no site do festival, www.variluxcinefrances.com. São 16. Incluem Chocolate, com Omar Sy, Um Amor à Altura, com Jean Dujardin - remake do argentino Coração de Leão -, Catherine, que deu o César, o Oscar da França, a Catherine Frot e o faroeste Os Cowboys, que Christian Boudier define como o filme norte-americano dessa seleção.

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