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Festival Sesc de Melhores Filmes comemora 40 anos

Premiação do festival consagrou 'O Som ao Redor', de Kléber Mendonça Filho

03 de abril de 2014 | 10h20

Depois da mostra Tiradentes em São Paulo, o Festival Sesc de Melhores Filmes. O professor Danilo Santos de Miranda reafirmou ontem, na abertura da mostra, o compromisso de sua instituição – o Sesc – com a pluralidade. São 40 anos de evento, que começou em 1974, antes mesmo que surgisse (em 1978) o Cinesesc, que hoje o abriga. O evento é democrático, no sentido de que o público e os críticos votam e elegem seus preferidos.

Como todo ano, a cerimônia de premiação foi seguida pela projeção de um longa brasileiro inédito – passou o belo Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, duplamente premiado no recente Festival de Berlim. Venceu o prêmio da crítica na seção Panorama e o Teddy Bear, o Urso de Ouro gay. A estreia será dia 10, na quinta-feira que vem. Prepare-se, porque a história do garoto cego que sai do armário... Ops, nada de antecipar a trama. Só uma dica. Se a pessoa não vê, como experimenta o chamado amor à primeira vista? Tãtãtã...

O Festival Sesc premia os filmes brasileiros em sete categorias e os estrangeiros, em quatro. Cada um recebe os prêmios da crítica e do público, um troféu criado pelo artista Emanoel Araújo. São 14 troféus para os filmes brasileiros e oito para os estrangeiros. O Som ao Redor foi o melhor filme em ambas categorias e também bisou os prêmios de direção e roteiro (Kleber Mendonça Filho). Ganhou também o de melhor fotografia do público. Foram sete prêmios num total de 14 – a metade. Irandhir Santos foi melhor ator, mas por Tatuagem, de Hilton Lacerda. Denise Fraga também bisou o prêmio de melhor atriz, por Hoje, de Tata Amaral.

O prêmio de melhor documentário foi dividido pelos críticos entre Mataram Meu Irmão, de Cristiano Burlan, e Doméstica, de Gabriel Mascaro. São Silvestre, o melhor nacional de 2013 – mais ficção que documentário –, não levou nada, mas como teve algumas indicações o longa de Lina Chamie ganha exibição na programação geral. O grande divórcio ocorreu na votação de filmes estrangeiros. O melhor dos críticos foi Amor, de Michael Haneke, que também ganhou o prêmio de melhor atriz (Emmanuelle Riva). Miguel Gomes foi melhor diretor, por Tabu. O único a bisar o prêmio foi o ator Mads Mikkelsen, melhor para o público e os críticos, por A Caça, de Thomas Vinterberg. O público acertou aos despejar seus prêmios no magnífico Azul É a Cor Mais Quente - melhor filme, diretor (Abdellatif Kechiche) e atriz (Adèle Exarchopoulos).

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