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Festival no CCBB reúne filmes infantis brasileiros de diferentes gerações

Mostra Brasileirinhos vai exibir clássicos como 'Sinfonia Amazônica' e 'Tainá', além de filmes mais recentes como 'Lino'

Pedro Rocha, Especial para o Estado

25 de janeiro de 2019 | 03h00

Com o feriado do aniversário de 465 anos de São Paulo nesta sexta-feira, 25, uma opção para crianças de todas as idades é o festival de cinema Mostra Brasileirinhos, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), realizado em algumas capitais do País. Com 33 filmes no total, sendo 13 longas-metragens, a mostra já está em cartaz em São Paulo, onde fica até 4 de fevereiro. 

O que chama a atenção na mostra é a diversidade das produções. Clássicos como Sinfonia Amazônica (1953), primeiro longa de animação do Brasil, e o curta Os Azares de Lulu (1940), mais antiga animação preservada no País, se juntam a produções que marcaram gerações mais recentes, como Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme (1999) e Tainá – Uma Aventura na Amazônia (2000). 

Produções recentes também não foram deixadas de fora, como a animação Lino (2017) e o documentário Jonas e o Circo Sem Lona (2015). A Mostra Brasileirinhos de Cinema para Crianças conta ainda com a pré-estreia de Sobre Rodas, de Mauro D’Addio, que deve chegar ao circuito comercial em março. Algumas das sessões contam com acessibilidade, com legendas descritivas, audiodescrição e tradução em libras. Além das sessões, ocorrem ainda oficinas, brincadeiras e atividades educativas. 

Para a curadora do festival, Luisa Berlitz, a ideia é justamente apresentar um mix de gerações. “Pensamos em filmes que não chegam mais ao público”, ela explica. “Como mãe, pensei na minha filha vendo filmes que eu assistia quando criança.” Além disso, para ela, os filmes retratam diferentes brasileiros. “A maioria das produções são do Sudeste, mas retratam crianças de outros lugares.”

Apesar do ritmo das novas gerações ser totalmente diferente, principalmente por conta da tecnologia, Berlitz acredita que as crianças ainda se rendem ao encanto das produções mais antigas, como Sinfonia Amazônica. “As crianças pequenas não estão acostumadas com o ritmo do filme, mas depois de um tempo ficam encantadas, é uma experiência diferente.”

Para facilitar o trabalho dos pais na hora de escolher os filmes, a organização da mostra utilizou uma classificação indicativa especial, que em nada tem a ver com a do Ministério da Justiça. “Tivemos influência de um festival na Dinamarca. A recomendação é mais pela duração dos filmes do que pelo conteúdo”, esclarece. “Também pensamos na idade do protagonista e no tipo de filme para direcionar para as faixas etárias.”

Com isso, foram criadas algumas categorias. Há sessões para crianças em idade pré-escolar, de 3 a 7 anos, por exemplo. Para curtas, existem as categorias Brincante 1, indicada para a partir dos 3; Brincante 2, recomendada a partir dos 5; e o Programa Cinefilinhos, para quem tem mais de 8. Dentre as atividades especiais está a Sessão Curtinha: Trilha Sonora ao Vivo, com uma apresentação da Cia. Malas Portam, que vai sonorizar o filme mudo Os Azares de Lulu.

Em São Paulo, no feriado desta sexta-feira, 25, ocorrem ainda atividades especiais para as crianças, com recreação da Cia. Malas Portam e sessão de Maneco, O Super Tio (1978) às 17h.

Rio e Brasília também recebem o festival. A programação completa, com preços, está no site do CCBB de cada cidade. 

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