Cena do filme Cemitério Esplendor, de Apichatpong Weerasethakul. FOTO DIVULGAÇÃO
Cena do filme Cemitério Esplendor, de Apichatpong Weerasethakul. FOTO DIVULGAÇÃO

Festival Indie leva ao Cinesesc em São Paulo preciosidades de Cannes

Mostra exibe novos filmes de Coreliu Porumboiu, Apichatpong Weerasethakul e Larry Clark

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 04h00

Pela nona vez, o Festival Indie desembarca em São Paulo, encontrando abrigo no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075, tel. 3087-0500; R$ 12), que, desta quarta, 16, ao dia 30, exibe 45 filmes de 20 países. Indie, todo mundo sabe, é uma abreviação de independente e o festival resgata o cinema de autor que, em todo mundo, se faz à margem de Hollywood, naquilo que, independente de fronteiras, representa ‘cinemão’. Há uma Mostra Mundial, integrada por 25 filmes de 16 países, mais duas retrospectivas de autores nascidos na antiga União Soviética.

Cerca de 30 anos separam Kira Muratova e Sharunas Bartas. Ela nasceu em 1934, no que hoje é a Moldávia. Ele é de 1964, e lituano. Serão exibidos 11 filmes de Kira, nove longas e dois curtas, mais oito de Bartas, incluindo Paz para Nós em Nossos Sonhos, que integrou a seleção da Quinzena dos Realizadores, considerada a melhor do Festival de Cannes, em maio. 

De Cannes também virão três preciosidades. Cemitério do Esplendor, do tailandês Apichatpong Weerasethakul, e O Tesouro, do romeno Corneliu Porumboiu, ambos exibidos na mostra Un Certain Regard, e Eu Sou Ingrid Bergman, documentário sobre a grande estrela, do sueco Stig Bjorkman. O filme teve direito à apresentação especial. Ingrid foi homenageada em Cannes, 2015, com sua foto no pôster. Sua filha, Isabella Rossellini, presidiu o júri de Um Certo Olhar.

Cemitério do Esplendor marca o retorno de Apichatpong à região de Khon Kaen, no noroeste da Tailândia, onde nasceu. É um filme misterioso, como toda obra do autor, sobre personagens vítimas da doença do sono. A partir daí, desenrola-se outro poema típico de ‘Tio Joe’, como é chamado, entre a vigília e o sonho. A Mostra Mundial ainda exibe The Smell of Us, a nova inclusão do polêmico Larry Clark pelo universo teen, com as costumeiras cenas de transgressão sexual do diretor; Tangerine, de Sean Baker, feito com a câmera de um iPhone 5s e bem recebido no Sundance, em janeiro; Para Sempre no Espaço, de Greg W. Locke, que custou míseros US$ 800; mais filmes de Alain Cavalier (O Paraíso) e Hong Sang-soo (Hill of Freedon). A realização é da Zeta Filmes, com o Sesc.

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