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Festival do Rio divulga Première com recorde de filmes

Serão mais de 70, compondo a maior plataforma de cinema do País; festival ocorre entre 5 e 15 de outubro

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2017 | 06h00

Durante o Festival de Gramado, num breve encontro com o repórter, a diretora de Marketing Wilma Lustosa já havia antecipado o conceito da Première Brasil, do Festival do Rio. “Não é só uma seleção de filmes, na verdade é uma plataforma de filmes que tem a pretensão, bastante realista, de ser a grande vitrine do cinema brasileiro.” E Ilda Santiago, diretora executiva com Walkiria Barbosa (há um quarto diretor no colegiado, Marcos Didonet) – “Neste ano, especialmente, a Première Brasil que estamos divulgando é a maior que já tivemos. São mais de 70 filmes, quando no ano passado ficamos nos 50, incluindo os curtas. E a Première cresceu porque é preciso. O Brasil, e o Rio, vivem momentos da maior gravidade. Nossos patrocinadores masters, a Petrobrás e o BNDES, tiveram a sensibilidade de perceber que, nessa hora de crise, a cultura possui uma força muito grande.”

E Ilda acrescenta – “É a hora de afirmar a identidade – da cidade, do País, a nossa identidade cultural.” Por tudo isso, a Première Brasil de 2017 promete ser uma celebração. As galas dos filmes das competições – e este ano o Redentor volta a ter peso não apenas artístico, mas econômico, com o aporte da Petrobrás de R$ 200 mil para o melhor longa de ficção, mais R$ 100 mil para o vencedor da mostra Novos Rumos – continuarão ocorrendo no Lagoon, junto ao belo cenário da Lagoa Rodrigo de Freitas. As sessões populares, seguidas de debates, da Première, os filmes brasileiros fora de concurso e as galas internacionais ocorrerão no Odeon, em plena Cinelândia carioca.

A participação brasileira não se restringirá à Première. Haverá produções brasileiras em praticamente todas as demais seções – Panorama, Gerações, Midnight Movies, etc. “Essa cidade merece, e eu diria até que necessita de um grande festival para sua afirmação. É o que estamos fazendo, mais uma vez. Não é fácil, mas a gente faz com empenho, porque sabe do carinho que o público tem pelo festival.” Desde o ano passado, e seguindo uma tendência internacional, o festival ficou mais compacto, com 11 dias de duração. “Cannes, Berlim e Veneza também têm essa duração, então não é só um imperativo econômico. Compactar o festival é um trabalho muito delicado, e muito grande, porque não estamos querendo sacrificar ninguém, nem o público nem os autores que confiam na gente e apresentaram os filmes para seleção.”

A lista completa você encontra no site do festival. Abaixo, os filmes que participam da competição e da mostra Novos Rumos. A competição é formada predominantemente por novos talentos (Esmir Filho, Juliana Rojas e Marco Dutra, Júlia Rezende, etc.), que somam seus nomes ao da veterana Lúcia Murat. Da competição de documentários participa o grande diretor de fotografia Walter Carvalho, com Iran. Na mostra Novos Rumos competem ficções e documentários, incluindo os novos filmes de Evaldo Mocarzel (Até o Próximo Domingo) e Lula Buarque (O Muro). O Festival do Rio ocorre este ano de 5 a 15 de outubro. Na próxima semana, será divulgada a seleção internacional.

Entre os filmes que serão exibidos fora de concurso na Première estão – Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa, que foi premiado em Cannes; Entre Irmãs, de Breno Silveira; e uma coprodução Brasil-Argentina, Zama, da grande Lucrecia Martel. Duas coproduções com o Brasil também estão na Première Latina – Severina, de Felipe Hirsch, e Vergel, de Kris Nikilson.

Competição Ficção

‘Açúcar’, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira

‘Alguma Coisa Assim’, de Esmir Filho e Mariana Bastos

‘Animal Cordial’, de Gabriela Amaral Almeida

‘Aos Teus Olhos’, de Carolina Jabor

‘Boas Maneiras’, de Juliana Rojas e Marco Dutra

‘Como É Cruel Viver Assim’, de Júlia Rezende

‘O Nome da Morte’, de Henrique Goldman

‘Praça Paris’, de Lúcia Murat

‘Unicórnio’, de Eduardo Nunes

 

Competição Documentários

‘Cartas para um Ladrão de Livros’, de Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini

‘Dedo na Ferida’, de Silvio Tendler

‘Em Nome da América’, de Fernando Weller

‘Iran’, de Walter Carvalho

‘Pastor Cláudio’, de Beth Formaggini

‘Piripkura’, de Mariana Oliva, Renata Terra, Bruno Jorge

‘SLAM: Voz de Levante’, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva

 

Novos rumos

‘A Parte do Mundo Que Me Pertence’, de Marcos Pimentel

‘Amores de Chumbo’, de Tuca Siqueira

‘Até o Próximo Domingo’, de Evaldo Mocarzel

‘Copa 181’, de Dannon Lacerda

‘O Muro’, de Lula Buarque

‘Vende-se Esta Moto’, de Marcus Faustini

 

Fora de concurso

‘Entre Irmãs’, de Breno Silveira

‘Gabriel e a Montanha’, de Fellipe Barbosa

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