Festival do Rio BR premia filmes nacionais

Está para começar a temporada dos grandes festivais no País. Em menos de um mês. Gramado faz a festa do seu 30.º aniversário. Em setembro, é a vez do Festival do Rio BR 2002, que vai até 10 de outubro. Uma pausa para refresco, que ninguém é de ferro, e começa a Mostra Internacional BR de Cinema São Paulo. E em novembro é a vez de Brasília também realizar seu Festival do Cinema Brasileiro. Gramado e Brasília são festivais do cinema nacional - e o primeiro também é um festival de cinema latino. As mostras do Rio e de São Paulo são eventos que trazem ao País as novas tendências do cinema internacional - sem esquecer-se de fornecer uma importante vitrine para a produção do País. Neste sentido, o Festival do Rio oferece uma atração suplementar: os filmes exibidos na seção intitulada Première Brasil concorrem a prêmios.E que prêmios! A coordenadora dessa seção do Festival do Rio BR, Adriana Rattes, confirma os valores: são R$ 200 mil para o melhor longa de ficção, R$ 100 mil para o melhor documentário e R$ 10 mil para o melhor curta. O Prêmio BR é oferecido pela BR Distribuidora, que patrocina o evento. Pode fazer a diferença na hora do lançamento, por exemplo. É o objetivo declarado da premiação, já que o Prêmio BR tem o acréscimo de "Incentivo à Comercialização" no seu nome. Com R$ 200 mil, é possível investir em cópias e mídia, de forma a garantir a visibilidade da produção nacional num mercado ocupado como o brasileiro.Todos os premiados são escolhidos pelo voto popular. As inscrições estão abertas até o dia 2 de agosto. Ainda são poucos os inscritos, informa Adriana, mas ela acredita no sucesso da Première Brasil deste ano. "A produção está boa e dá para prever que teremos uma programação de alto nível", anuncia. Ela acrescenta que todos os filmes selecionados têm direito a sessão de gala no cinema Odeon, encravado em plena Cinelândia, no centro do Rio. "Isso faz parte do formato do festival", diz.O regulamento e a ficha de inscrição podem ser encontrados no site www.festivaldoriobr.com.br. Só para você ter uma idéia: no ano passado, Bellini e a Esfinge, que Roberto Santucci Filho adaptou do romance policial do titã Tony Bellotto, foi considerado a melhor ficção e Onde a Terra Acaba, de Sérgio Machado, sobre o mítico Mário Peixoto, o melhor documentário. O melhor curta foi Coruja, de Márcia Derraik e Simplício Neto. Os premiados do ano passado e do anterior - Tainá - Uma Aventura na Amazônia, de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch, foi a melhor ficção de 2000 - apontam para um tipo de cinema mais palatável, que não representa necessariamente as tendências mais interessantes do cinema brasileiro atual. Mas os organizadores do Festival do Rio BR não abrem mão de manter a decisão do público soberana. Faz parte do acordo com a BR Distribuidora, a empresa que mais investe na produção nacional.

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