EFE/ Claudio Onorati
EFE/ Claudio Onorati

Festival de Veneza, o primeiro a ser realizado após o coronavírus, terá programa reduzido

Cerca de 50 filmes serão exibidos no Festival de Cinema de Veneza, em setembro

Redação, AFP

07 de julho de 2020 | 12h52

O Festival de Cinema de Veneza, que celebrará sua 77ª edição de 2 a 12 de setembro, terá um programa "reduzido" devido à pandemia de coronavírus, informaram os organizadores nesta terça-feira, 7. 

"Estou muito satisfeito que a Mostra poderá ser realizada com uma redução mínima de títulos e seções", anunciou o diretor do festival, o crítico de cinema italiano Alberto Barbera. 

"Sem esquecer as muitas vítimas dos últimos meses, o primeiro festival internacional a ser realizado após a interrupção forçada imposta pela pandemia adquire o significado de um reinício, uma mensagem de otimismo para o mundo do cinema tão atingido pela crise", afirmou em comunicado.

Os organizadores especificaram que a seleção oficial terá "entre 50 e 55 filmes de todo o mundo", que serão exibidos "nas salas tradicionais" do Lido e respeitando "as medidas sanitárias estabelecidas" pelas autoridades, incluindo o uso de uma máscara e distanciamento social.

No ano passado, o número de filmes selecionados oficialmente para as diversas seções da Mostra foi de 63 títulos, embora tradicionalmente sejam exibidos filmes paralelos e eventos não oficiais, chegando a cerca de 200.

O festival "fornecerá a visão geral habitual do melhor que a indústria cinematográfica produziu nos últimos meses, graças à resposta extraordinária que diretores e produtores deram, apesar das difíceis condições de trabalho dos últimos meses", reconheceu Barbera.

Os organizadores confirmaram a realização do concurso, sem especificar o número de filmes ou títulos. 

Também estão programadas as mostras Orizzonti (Horizontes), entre as mais inovadoras, Biennale College, e alguns filmes convidados na seção Fora de Competição.

"Uma grande presença de autores e atores acompanhará os filmes no Lido, enquanto entrevistas coletivas serão realizadas on-line com aqueles que não poderão participar pessoalmente devido às restrições ainda em vigor para as viagens", disse Barbera.

A lista de filmes selecionados será divulgada em 28 de julho durante uma conferência de imprensa.

Na semana passada, Barbera confirmou no Instagram que a Mostra também terá o tradicional desfile de estrelas no tapete vermelho, embora com as precauções necessárias para o coronavírus. 

Fotojornalistas e fãs poderão assistir ao desfile de estrelas e cineastas de cada estreia, como costuma acontecer todos os anos em frente ao Palácio do Cinema no Lido, o coração do festival.

"Será uma edição com características únicas em sua história e é por isso que será lembrada", confessou Barbera em maio.

Espera-se a confirmação da presença da atriz australiana Cate Blanchett, presidente do júri, que reside na Inglaterra.

Além das salas tradicionais, duas arenas ao ar livre no Lido serão montadas para respeitar as medidas impostas para evitar a disseminação do coronavírus.

Os organizadores adiaram para 2021 a Bienal de Arquitetura e para 2022 a Bienal de Arte.

 

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