EFE/ Ettore Ferrari
EFE/ Ettore Ferrari

Festival de Veneza encerra competição com obra pacifista

‘Zan’, do japonês Shinya Tsukamoto, sobre um samurai em crise que rejeita a guerra, foi muito aplaudido na competição

Reuters

07 Setembro 2018 | 16h27

VENEZA — As exibições dos filmes em disputa pelo Leão de Ouro no Festival de Veneza se encerraram nesta sexta, 7, com um filme pacifista do cineasta japonês Shinya Tsukamoto. O último dos 21 filmes selecionados para a competição é uma ode pacifista narrada através da crise de um guerreiro samurai no final do século 19, que rejeita a guerra e a violência.

“A espada do meu samurai representa todas as armas do mundo. Com meu filme, quis expressar minha preocupação com a situação atual. É um grito contra a violência”, explicou o diretor, premiado em 2002 em Veneza por A Snake of June.

Considerado um dos cineastas mais originais da atualidade, transformando cada filme em uma experiência que não se restringe ao visual, autor entre outros de Tetsuo – Homem de Ferro (1989), fascina com a transformação do samurai Tsuzuki e sua recusa em matar.

Intitulado Zan (Matar), o filme foi aplaudido desde o início de sua projeção e respeita o ritmo frenético do pai do ciberpunk, dividido entre espetaculares batalhas e preocupações de seu guerreiro frágil e poético.

“A ideia veio a mim quando imaginei a reação de um jovem de nossos dias na época dos samurais. Ele seria capaz de matar sem pensar? Travar um duelo?”, contou.

Nesta ocasião, como em outros filmes, o próprio Shinya Tsukamoto assume o papel do samurai Sawamura, que recruta combatentes para a guerra civil que está prestes a explodir no Japão.

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