Festival de Veneza começa nesta quarta com curta brasileiro

Produção 'Do Visível ao Invisível' abre evento; 'Burn After Reading', dos irmãos Coen, também será exibido

Da Redação,

08 de agosto de 2026 | 15h52

O Festival Internacional de Cinema de Veneza começa nesta quarta-feira, 27, com a exibição de Do Visível ao Invisível, curta-metragem brasileiro dirigido pelo português Manoel de Oliveira e produzido pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A 65.ª edição do evento de cinema mais antigo do mundo também recebe em sua cerimônia de abertura o novo longa-metragem norte-americano Burn After Reading, que foi escrito, produzido e dirigido pelos irmãos Ethan e Joel Coen. A mostra acontece até 6 de setembro, quando serão anunciados os vencedores de seus tradicionais Leões de Ouro.   Do Visível ao Invisível, produzido por Renata de Almeida e Leon Cakoff, diretores da Mostra de São Paulo, traz ainda Cakoff como ator ao lado do português Ricardo Trepa. O curta integra o longa-metragem Mundo Invisível, projeto em construção da Mostra de SP em parceria com a Gullane Filmes e as Oficinas Querô. A idéia original de Mundo Invisível partiu do apresentador Serginho Groisman, sobre situações de invisibilidade no mundo atual. Vários diretores internacionais serão convidados para completar o projeto com suas colaborações.   Uma das grandes expectativas da noite de abertura do festival será a exibição do novo filme dos irmãos Coen, que ganharam o Oscar de melhor filme e direção deste ano por Onde os Fracos Não Têm Vez. Em Veneza, eles apresentam Burn After Reading, uma comédia de humor negro sobre um agente da CIA cuja identidade secreta é descoberta. O elenco estelar traz George Clooney, Brad Pitt, Frances McDormand, John Malkovich, Tilda Swinton (Oscar de melhor atriz coadjuvante por Conduta de Risco) e Richard Jenkins.   Veneza também irá exibir o trabalho de estréia da atriz Natalie Portman na direção. O filme Eve abrirá a mostra paralela de curtas-metragens do festival. A presença de Natalie é esperada em 1.º de setembro. Eve tem 17 minutos e foi classificado pelos organizadores do festival como uma "comédia civilizada".   Marco Müller, diretor pelo quinto ano da Mostra Internacional de Cinema de Veneza e famoso estudioso da China é responsável pela escolha do filme surpresa, produzido no país asiático, mas cujo título só será divulgado nesta quarta. "É um filme de uma diretora mulher, capaz de representar as contradições desse país, apenas como as mulheres conseguem fazer", disse o diretor do Festival.   Participação brasileira   Não há filmes brasileiros na lista, mas haverá um pouco de Brasil na tela, com a entrada na disputa do filme Plastic City, do cineasta chinês YU Lik-wai Dangkou, uma co-produção entre Brasil, China e Japão. O cineasta brasileiro ícone entre os malditos, José Mojica Marins, o Zé do Caixão, terá seu mais novo filme, o longa-metragem Encarnação do Demônio, exibido na mostra fora da competição. Na mostra Horizonte, será exibido o filme A Erva do Rato, de Julio Bressane em parceria com sua mulher, Rosa Dias, com Alessandra Negrini e Selton Mello e o documentário Puisque Nous Sommes Nés, de Jean-Pierre Duret, Andréa Santana, uma produção França-Brasil.   Itália domina   No ano passado, a Itália decepcionou no festival, quando saiu de mãos abanando, apesar de ter três filmes na seleção oficial. Mas o país deve dar a volta por cima este ano, exibindo títulos de maior qualidade.   Un Giorno Perfetto, do turco naturalizado italiano Ferzan Ozpetek, mostra um dia na vida de nove personagens em uma Roma apática. O novo trabalho de Pupi Avati, Il Papa di Giovanna, também merece atenção. O filme tem como protagonista um homem que tem uma ligação doentia com a filha assassina.   Marco Bechis foi ao Mato Grosso do Sul para rodar Birdwatchers, que mostra as relações entre índios e uma família de fazendeiros. No elenco, os atores brasileiros Matheus Nachtergaele e Leonardo Medeiros. Já Il Seme Della Discordia, de Pappi Corsicato, é um oásis de risos em meio às lágrimas, apesar de abordar temas como esterilidade masculina, maternidade tardia e aborto.   A esses quatro filmes junta-se um longa-metragem que foi produzido há mais de 30 anos. Trata-se de Yuppi Du, estrelado e dirigido por Adriano Celentano (importante ator e cantor italiano), que após o fracasso no Festival de Cannes e a retirada de todas as cópias de circulação, será exibido em uma versão restaurada para o seu lançamento em DVD.   Confira a lista completa dos filmes em competição: The Wrestler, de Darren Aronofsky (EUA) The Burning Plain, de Guillermo Arriaga (EUA) Il Papa di Giovanna, de Pupi Avati (Itália) BirdWatchers, de Marco Bechis (Itália) L'Autre, de Patrick Mario Bernard e Pierre Trividic (França) Hurt Locker, de Kathryn Bigelow (EUA) Il Seme Della Discordia, de Pappi Corsicato (Itália) Rachel Getting Married, de Jonathan Demme (EUA) Teza, de Haile Gerima (Etiópia/Alemanha/França) Paper Soldier, de Aleksey German Jr. (Rússia) Süt, de Semith Kaplanoglu (Turquia/França/Alemanha) Achilles and the Tortoise, de Takeshi Kitano (Japão) Ponyo on Cliff by the Sea, de Hayao Miyazaki (Japão) Vegas: Based on a True Story, de Amir Naderi (EUA) The Sky Crawlers, de Oshii Mamoru (Japão) Un Giorno Perfetto, de Ferzan Ozpetek (Itália) Jerichow, de Christian Petzold (Alemanha) Inju, la Bête Dans L'ombre, de Barbet Schroeder (França) Nuit de Chien, de Werner Schroeter (França/Alemanha/Portugal) Inland, de Tariq Teguia (Argélia/França) Plastic City, de Yu Lik-wai (Brasil/China/Japão)

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