Festival de Recife começa hoje, só com inéditos

Mais jovem do que os Festivais de Brasília e Gramado, o do Recife chega à sua oitava edição consolidado como um dos eventos mais importantes de cinema do País. O que faz o charme do evento, que agora se chama Cine PE - Festival do Audiovisual, é o calor do público que lota o Cine-Teatro Guararapes, fornecendo uma platéia que, com freqüência, ultrapassa 2 mil e até 3 mil espectadores por noite. Você não sabe o que é assistir a filmes como Festa de São João ou Bicho de Sete Cabeças no Festival do Recife. É, de todos os festivais, o que mais mostra a proximidade do cinema brasileiro com o público.O festival que começa hoje (e vai até o dia 5) exibirá menos filmes. Foi uma opção do diretor do evento, Alfredo Bertini, para evitar o massacre do público que ficava todo dia entre seis e oito horas, entrando pela madrugada, só vendo filmes. Este ano, sete títulos vão disputar o troféu Calunga. Ficções e documentário participam da mesma disputa de longas (veja quadro). São todos inéditos em festivais brasileiros.A competição começa hoje com o belo Do Outro Lado da Rua, com Fernanda Montenegro e Raul Cortez, exibido no Panorama, no Festival de Berlim. Amanhã, passa Contra Todos, na linha de Amarelo Manga, que também esteve no Panorama. O festival prestará homenagem a José Dumont, Paulo José, Carlos Reichenbach, Walter Carvalho e ao técnico de som José Luiz de Almeida. A O2 vai receber o Troféu Guararapes pelo filme do ano - Cidade de Deus.

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