Festival de Locarno discute direitos humanos

O 56.º Festival de Cinema de Locarno, que acontece até o dia 16, na cidade suíça não é só cinema. Um fórum sobre direiros humanos, do qual participa inclusive a responsável pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, Carla del Ponte, discute temas de atualidade, com reforço em filmes ou não. Na competição internacional, um filme italiano, Ora o Mai Piu, trata das manifestações de jovens, em Genova contra o G8, vistas do angulo dos militantes. Sem se falar que a questão entre Israel e Palestina continua merecendo destaque especial com a apresentação do discutido filme Jenin, Jenin, causador de uma crise, em março, no Festival de Friburgo. Da Bosnia Herzegovina, ainda se curando das recentes lutas, veio o filme Gori Vatra, selecionado para a competição, tendo como tema a visita do ex-presidente Bill Clinton a um lugarejo bósnio. Veio tambem um filme do Kasaquistão, que não trata como se poderia esperar de conflitos mas do universal tema do amor e, enfim, outro filme do Paquistão sobre o início do fundamentalismo religioso dos talebans. O amor é também o tema geral que anima o filme coreano, sobre as quatros estações do ano e, na verdade, da vida de cada um.O brasileiro Carlos Adriano, considerado pelos organizadores de Locarno, um dos mais originais cineastas do curta-metragem, tem uma retrospectiva, na segunda-feira, numa sala especial, com seus seis filmes. Os brasileiros Kiko Goifman e Jurandir Muller chegam no domingo, para apresentar o vídeo Morte Densa, na competição da categoria.

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