Festival de Curtas anuncia programação

Você já pode ir-se preparando para a grande festa do curta-metragem em São Paulo. Começa no dia 22 e vai até 31, exibindo 105 filmes brasileiros da última safra, incluindo as novas realizações de diretores como Carlos Reichenbach (Equilíbrio e Graça), Gustavo Spolidoro (Domingo), Philippe Barcinski (A Janela Aberta) e José Roberto Torero (Amor). A essa lista deveriam acrescentar-se, também, os nomes de Walter Salles e Daniela Thomas, mas Uma Pequena Mensagem do Brasil ou A Saga de Castanha e Caju contra o Encouraçado Titanic, que integra a mostra competitiva nacional, não é exatamente inédito, pois teve apresentações públicas na cidade. O 13.º Festival de Curtas de São Paulo vai exibir, na mostra internacional, 63 filmes de 30 países. Só as duas grandes mostras, a nacional e a internacional, já seriam suficientes para realçar a importância do evento dirigido por Zita Carvalhosa para a sua empresa Kinoforum. A própria Zita anuncia, sem falsa modéstia, que o festival que organiza é hoje reconhecido como um dos cinco mais importantes do formato em todo o mundo. No sábado, ela reuniu a imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil, onde se localizam duas (as de cinema e vídeo) das nove salas que vão abrigar o festival na cidade, com o MIS, o CineSesc, o Espaço Unibanco de Cinema, o Centro Cultural São Paulo, o Cinusp, a Faap e o Museu de Arte Moderna de SP, para apresentar os destaques do festival deste ano. De obras feitas em digital por moradores das grandes cidades aos vencedores de festivais como os de Cannes (Depois da Chuva, de Peter Mészaros) e Berlim (Alvorada, de Martin Jones), a mostra paulista reserva atrações muito especiais ao público que prestigia o evento, lotando as salas para ver as novidades que o formato tem a revelar. O curta, pela conjunção de duração e baixo custo, abriga desde manifestações comerciais ao experimentalismo de linguagem e política. Esse último faz a riqueza do formato e é o que os espectadores esperam encontrar num evento como o de Zita. Na mostra latino-americana, serão exibidos 28 curtas de sete países - quase a metade (12) vem do México, país que possui um programa de estímulo à produção no formato que é considerado modelo em todo o mundo. A série Dez Olhares de Cineastas Sobre a Globalização, à qual pertence o curta de Walter Salles e Daniela Thomas, é uma das atrações especialíssimas. Nela se inserem os trabalhos do nigerianio Newton Aduaka e da palestina Leila Sansour. Como já vem fazendo há algum tempo, o Festival Internacional de Curtas promove oficinas e workshorps, cujos resultados são exibidos num programa intitulado Foco. Este ano, o Foco privilegia A Formação do Olhar, tanto do ponto de vista técnico quanto estético. Interessados em participar das oficinas podem inscrever-se no CCBB (Rua Álavres Penteado, 112 - Centro), com as fichas que podem ser printadas do site www.kinoforum.org.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.