Festival de Cinema Pobre premia brasileiros

O primeiro Festival de Cinema Pobre da cidade cubana de Gibara terminou na sexta-feira com um dos prêmios principais para um filme brasileiro. O curta-metragem O Vaga-Lume, de Gilson Vargas, dividiu o Grande Prêmio do evento com o longa americano independente Last Ball, de Peter Callahan. Uma competição de roteiros originais premiou o brasileiro Teatro do Absurdo, de Alexandra Lima, ao lado de um roteiro costa-riquenho e outro argentino.Um prêmio especial para longa-metragem foi dado ao filme mexicano Tiempo Real, de Fabrizio Prada. O prêmio especial do júri na categoria documentário ficou com o também mexicano Los Ultimos Zapatistas, de Francisco Boada. O prêmio de melhor filme do público foi para La Novia de Lázaro, filme espanhol dirigido por Fernando Merinero. Ao todo, competiram pelos prêmios 12 longas, 21 curtas e 23 documentários. Na disputa dos roteiros, 31 textos concorreram.O Festival de Cinema Pobre é um prato cheio para diretores e produtores independentes. O evento não aceita inscrições de filmes com orçamento acima de US$ 200 mil. Ao todo, 23 filmes participaram desta primeira edição. Para o presidente do festival, o cineasta Humberto Solás, o cinema pobre tem um significado mais expressivo: "Cinema pobre não quer dizer cinema da indigência ou da miséria, mas sim libertário, emancipado e mais criativo".

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