Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Festival de cinema latino põe foco nas mulheres e resgata preciosidades do México

Dos 118 títulos anunciados, 53 são obras de diretoras, mas um dos mais aguardados é de um homem, do Paraguai

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2016 | 03h00

De terça, 19, até 27, São Paulo converte-se na capital do cinema latino-americano. O 11º Festival ocorre no Memorial da América Latina e em mais sete salas da cidade, exibindo 118 filmes de 13 países. A ênfase estará na participação feminina, com 53 filmes, ou seja, 45% do total, dirigidos por mulheres. Nas mesas, o predomínio será das mulheres, que totalizam 66% das debatedoras.

Diretora do filme de abertura - Mãe Só Há Uma -, Anna Muylaert recebe a homenagem do evento, que também apresenta uma retrospectiva completa de seus filmes (e programas de TV). Anna é famosa por pré-filmar todos os seus trabalhos, a título de rascunhos. A novidade é que desta vez ela apresenta ao público e debate o demo de Que Horas Ela Volta? - feito sem Regina Casé. A sessão, curiosíssima, será na segunda, 25, às 19 h, no Cinesesc.

Três longas brasileiros terão sua pré-estreia mundial no festival - Estopô Balaio, de Cristiano Burlan; Linha de Fuga, de Alexandre Stockler; e Eu Te Levo, de Marcelo Muller. O festival põe o foco na produção mexicana e, a par das novidades, realiza duas retrospectivas - uma dedicada às divas e outra ao noir mexicano. Há dez anos, Cannes e o Festival Latino celebraram o que parecia raridade - um grande filme do Paraguai, Hamaca Paraguaya, de Paz Encina. Este ano tem outro, La Ultima Tierra, de Pablo Lamar, que fez sensação em Roterdã e virou o novo queridinho da crítica internacional.

FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO DE SP 

Memorial, Cinesesc, CCBB, Spcine, Centro de Pesquisa do Sesc. R$ 8/R$ 15/grátis. Até 27/7

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