REUTERS/Henry Nicholls
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Festival de Cinema de Londres é raio de esperança para indústria abalada pela covid

A diretora do festival, Tricia Tuttle, disse que o modelo híbrido lhe permite oferecer um evento vibrante às plateias em cinemas de Londres e outras cidades e também pela internet, apesar dos desafios criados pela pandemia

Paul Sandle e Jonathan Shenfield, Reuters

08 de outubro de 2020 | 18h16

LONDRES - A agitação do tapete vermelho estará ausente e menos filmes estarão em cartaz no Festival de Cinema de Londres deste ano, mas os fãs ainda poderão desfrutar de um programa variado, seja em salas com distanciamento social, seja assistindo em casa.

A diretora do festival, Tricia Tuttle, disse que o modelo híbrido lhe permite oferecer um evento vibrante às plateias em cinemas de Londres e outras cidades e também pela internet, apesar dos desafios criados pela pandemia de covid-19.

"Neste ano, na verdade não existe um lócus físico do festival", disse Tuttle em uma entrevista nesta quinta-feira.



O distanciamento social, que reduz a ocupação dos cinemas a cerca de 30% dos níveis normais, motivou uma expansão do festival para além de seu lar no Instituto Britânico de Cinema (BFI) na margem sul de Londres e em outras salas independentes da capital para cidades como Manchester, Bristol e Sheffield.

"Mesmo que você não more em uma cidade que tem um ótimo cinema independente, ainda pode assistir quase todo o festival no BFI Player, que é nosso cinema digital", disse Tuttle.

Neste ano, o festival exibirá 60 longas-metragens do Reino Unido e de todo o mundo, menos do que os cerca de 220 de costume, mas a variedade não será sacrificada.

"O que estamos tentando alcançar são vozes diferentes, perspectivas diferentes", disse Tuttle. "Há mais de 40 países representados na programação, então ainda é uma programação internacional, mas também é uma celebração do cinema."

 

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