Festival de Cannes destaca o cinema asiático

Innocence do cineasta japonês Mamoru Oshii, foi o segundo filme de animação foi exibido em Cannes, inaugurando o espaço aberto pelo festival para esta categoria. O diretor deixou de lado seu discurso político para fazer um hino à filosofia, inspirado num desenho animado num clássico "mangá" japonês. Mas a grande expectativa do dia ficou por conta da apresentação do filme 2046, do diretor chinês Wong Kar-Wai. Ele levou cinco anos para concluir a produção que deveria ter estreado em Cannes no ano passado, e teve sua projeção para a imprensa na manhã de hoje atrasada, porque os rolos não haviam chegado. A piada em Cannes era que seu filme só iria estrear em 2046.O cineasta de Hong Kong, que ficou famoso com Amor à Flor da Pele (2000) é também conhecido por acabar seus filmes na última hora. Com Gong Li, Tony Leung e Zhang Ziyi no elenco de 2046, a equipe do filme utilizou cerca de 20 limusines para chegar ao Palácio do Festival. O filme foi acolhido com entusiasmo pelo público de Cannes. Tema recorrente do cineasta, o filme é um drama sentimental de desencontro amoroso.Nas homenagens ao 40.º. aniversário do Cinema Novo, em Cannes, o diretor Silvio Tendler exibiu seu documentário Glauber, ofilme, Labirinto do Brasil com a presença de vários familiares do cineasta, inclusive sua mãe, Lucia Rocha. Terra em Transe (1967), de Glauber, (1967) estava na programação desta noite da sala Buñuel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.