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Festival de Cannes começa quinta sob nova presidência

A primeira seleção de Pierre Lescure não tem brasileiros e reúne diversos autores que são frequentes na Croisette

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2015 | 03h00

 Cannes veste-se, mais uma vez, de gala e, a partir de quarta-feira, 13, sedia o maior e mais glamouroso festival de cinema do mundo. Com uma novidade. O 68.º festival é o primeiro na nova gestão de Pierre Lescure na presidência, sucedendo ao lendário Gilles Jacob. Está todo mundo querendo saber o que muda no evento. Nesse primeiro ano, aparentemente, pouca coisa. Thierry Frémaux continua fazendo a seleção oficial (competição mais mostra Un Certain Regard), Christine Aimé segue sendo a attachée de presse (assessora de imprensa). Os filmes que competem à Palma de Ouro de 2015 são assinados por diretores que, durante anos, frequentaram as seleções de Thiérry/Jacob.

Hou Hsiao-hsien, Jacques Audiard, Hirokazu Kore-eda, Gus Van Sant, Jia Zhang-ke são todos habitués na Croisette – Gus até já ganhou Palma por Elefante, em 2003. Os novos são nomes referendados, que já participaram das seções paralelas, senão da competição – Todd Haynes, Maïwenn, Valerie Donizetti, Joachim Trier etc. A novidade é a numerosa seleção italiana, e sua contrapartida – a reduzida participação dos norte-americanos. Três autores da primeira linha do cinema italiano vão concorrer de novo à Palma, e um deles já venceu – Nanni Moretti, por O Quarto do Filho, em 2001. Os outros dois, Matteo Garrone e Paolo Sorrentino, já ganharam prêmios diversos.

Da mostra Un Certain Regard participam, entre outros, Naomi Kawase (An), Brillante Mendoza (Taklub) e Apichatpong Weerasethakul (Cementery of Silence), todos frequentadores da seleção oficial – e o último, vencedor da Palma de 2010 por Tio Bonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas. O festival vai outorgar uma Palma de Ouro especial à diretora francesa Agnès Varda e também vai homenagear Orson Welles, por seu centenário. A seção que é menina dos olhos dos cinéfilos – Cannes Classics – vai exibir versões restauradas de, entre outros grandes filmes, Rocco e Seus Irmãos, de Luchino Visconti.

Nenhum longa brasileiro participa da competição, mas o Brasil terá curtas na Quinzena dos Realizadores (Quintal, de André Novais Oliveira) e na Semana da Crítica (Command Action, de João Paulo Miranda). Também na Semana da Crítica, vai passar o longa La Tierra y la Sombra, e a estreia do diretor colombiano Cesar Acevedo é uma coprodução brasileira.

A DISPUTA DA PALMA DE OURO

The Assassin

De Hou Hsiao-hsien (Taiwan)

Carol

Direção de Todd Haynes (EUA-Reino Unido)

Cronic

De Michel Franco (México)

Erran

De Jacques Audiard (França)

The Lobster

De Yorgos Lanthimos (Grécia-Inglaterra-Irlanda-Holanda-França)

Our Little Sister

De Hirokazu Kore-eda (Japão)

Louder Than Bombs

Direção de Joachim Trier (Noruega-França-Dinamarca)

Macbeth

De Justin Kurzel (Reino Unido-França-EUA)

Marguerite and Julien

De Valerie Donzelli (França)

Mon Roi

Direção de Maiwenn (França)

Mountains May Depart

Direção de Jia Zhangke (China-Japão-França)

Mia Madre

De Nanni Moretti (Itália-França)

The Sea of Trees

De Gus Van Sant (EUA)

Sicario

De Denis Villeneuve (EUA)

A Simple Man

De Stephane Brize (França)

Son of Saul

De Laszlo Nemes (Hungria)

The Tale of Tales

Direção de Matteo Garrone (Itália-França-Reino Unido)

The Valley of Love

De Guillaume Nicloux (França)

Youth

Direção de Paolo Sorrentino (Itália-França-Suíça-Reino Unido)

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