Festival de Buenos Aires aposta no risco

Se você está cansado de um cinema banal e pautado por convenções, deveria estar hoje na capital argentina. O 5.º Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires (Bafici), que começa esta noite e vai até o dia 26, não apresenta os últimos lançamentos dos estúdios americanos. Nem mesmo corteja o cinema mais comercial da própria Argentina. "O eixo de nossa atividade é a crítica", escreveram os organizadores Eduardo Quintin, Flavia de la Fuente, Luciano Monteagudo e Marcelo Panozzo, em carta de intenções à imprensa. Entre os 210 longas-metragens e dezenas de curtas exibidos em diversas mostras, haverá uma seleção do cinema palestino (Elia Suleiman e seu elogiado Intervenção Divina à frente), uma seção dedicada ao vídeo militante atual na Argentina e um resgate da obra do cineasta político Jorge Cedrón (1942-1980). O palestino O Casamento de Rana, de Hany Abu-Assad, é um dos 16 concorrentes da mostra competitiva de longas-metragens, exclusiva para diretores em seu primeiro ou segundo filme. Três produções argentinas integram a competição. Madame Satã, de Karim Aïnouz, é o representante brasileiro. Mas a programação do festival inclui também a mostra Foco Brasil, composta por nove filmes, entre eles Terra em Transe, de Glauber Rocha, e novos filmes de ficção e documentários.Clique aqui para ler mais sobre o festival

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