Festival de Brasília anuncia concorrentes

Seis longas-metragens vão disputar os principais prêmios do 37.º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que vai de 23 a 30 de novembro: Bendito Fruto, de Sérgio Goldenberg (RJ), Cabra Cega, de Toni Venturi (SP), Cascalho, de Tuna Espinheira (BA), O Diabo a Quatro, de Alice de Andrade (RJ), Peões, de Eduardo Coutinho (RJ), e 500 Almas, de Joel Pizzini (SP). Fora de concurso, mais dois longas: As Vidas de Maria, de Renato Barbieri, abre o festival, e Entreato, de João Moreira Salles, será exibido na noite de premiação. Doze curtas-metragens em 35 milímetros disputam os troféus Candango em sua categoria: Asfixia, de Roserval Duarte (RJ), Desventuras de um Dia, de Adriana Meirelles (SP), Desequilíbrio, de Francisco Garcia (SP), Enjaulados, de Luiz Montes (SP), Êxito D´Rua, de Cecília Araújo (PE), Formigas, de Verônica Guedes (CE), Messalina, de Cristiane Oliveira (RS), Mina de Fé, de Luciana Bezerra (RJ), O Som, as Mãos e o Tempo, de Marcos de Souza Mendes (DF), O Último Raio de Sol, de Bruno Torres (DF), Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE), e Viva Cassiano, de Bernardo Bernardes (DF). Com essa seleção, Brasília reafirma assim seu projeto de festival: seletivo, conciso, privilegiando o ineditismo dos concorrentes e com ênfase na discussão estética. Nesse sentido, Brasília, que faz o festival mais antigo e tradicional do País (foi fundado em 1965 por Paulo Emilio Salles Gomes) continua também sendo o mais original e sério. Mantém um formato sem nenhuma badalação e propício à troca de idéias: apenas um longa-metragem e dois curtas em 35 milímetros por noite. No dia seguinte, discussão de público e imprensa especializada com diretores, técnicos e atores dos filmes apresentados na véspera. Tem funcionado muito bem. E essa austeridade não afasta o público. Muito pelo contrário. O Cine Brasília superlota todas as noites e sempre há muito mais gente interessada em ver os filmes do que ingressos disponíveis.

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