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Festival de Berlim 2020: 'Meu Nome é Bagdá' é premiado na seção Generation 14Plus

Filme brasileiro de Caru Alves de Souza é uma adaptação de 'Bagdá, o Skatista', de Toni Brandão

Luiz Carlos Merten, Enviado Especial

29 de fevereiro de 2020 | 12h15

BERLIM - Se tivesse feito Meu Nome é Bagdá há cinco anos, quando iniciou o processo, Caru Alves de Souza é a primeira a admitir que o filme seria outro. Trata-se de uma adaptação de Bagdá, o Skatista, de Toni Brandão. Paras começar, Bagdá, no livro, é um garoto de periferia. Tem uma prima - Tatiana. Pesquisando sobre skate, Caru chegou à pista da Praça Roosevelt, em São Paulo, e descobriu as garotas. O filme tomou outro rumo. Mulheres causando nas ruas, empoderando-se. Tatiana virou protagonista, com o codinome de Bagdá. O filme recebeu na sexta, 28, à noite, o prêmio da seção Generation 14Plus. É ótimo, talvez o melhor de todos os longas brasileiros que participaram das diferentes seções da 70.ª Berlinale.

Ocorreu no início da tarde - o Brasil está quatro horas atrás da Alemanha -, a cerimônia de premiação dos júris paralelos. Outro filme brasileiro aqui em Berlim foi premiado. Na verdade, um filme uruguaio-brasileiro, no Forum. Chico Ventana También Quisiera Tener Un Submarino, de Alex Piperno, foi feito graças a um edital que não existe mais - para produções com capital majoritário do Uruguai e minoritário do Brasil. Uma porta, ou um portal, abre-se num apartamento na América do Suil conectando Chico Ventana com o mundo - a selva das Filipinas. A fantasia atraiu o público do jornal Tagesspiegel, que atribuiu seu prêmio a Piperno. Um possível candidato à seleção do Festival de Gramado? “Ainda não sabemos”, disse o diretor, ao lado do produtor. “O filme deve passar em festivais internacionais e, por se tratar de coprodução brasileira, vamos ver também o Brasil. Ainda não temos nada definido. Só estamos curtindo a alegria dessa vitória inesperada.”

Nos prêmios paralelos, o grande vencedor, na competição, foi o iraniano There Is No Evil, de Mohammad Basoulof. Quatro histórias que discutem moralidade e pena de morte. Homens confrontados com o dilema. Devem ser os executores de seus semelhantes, mesmo que tenham sido condenados pelo sistema legal? E se eles se recusam a ser carrascos, o que ocorre? There Is no Evil ganhou o prêmio do júri ecumênico e o Guild Film Prize. Dificilmente ficará fora da premiação desta noite pelo júri internacional. Urso de Ouro?

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