Festival de 437 curtas dá a largada

François Truffaut, Agnès Varda, Jean Vigo, Jonas Mekas, Sandra Kogut, Ivan Cardoso, Éder Santos, Beto Brant, Thomaz Farkas (e com ele Geraldo Sarno, Maurice Capovilla, Walter Lima Júnior, Paulo Gil Soares e Eduardo Escorel). Normalmente, essas 14 figuras de cineastas bastariam para fazer a festa de qualquer cinéfilo, mas, no caso, representam menos de 4% do universo de 437 títulos de 49 países, que compõem a programação do 15.º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Inaugurado nesta quinta, o maior evento de curtas do Brasil (e um dos cinco maiores do mundo) começa nesta sexta-feira a tomar de assalto 13 salas, em 11 espaços da cidade.São Paulo é curta. Até dia 4, a diretora do evento, Zita Carvalhosa ? que o realiza por meio de sua empresa Kinoforum, com patrocínio da Petrobrás ?, traz à maior metrópole do Brasil uma súmula do que de mais importante se faz no formato, ao redor da Terra. O festival surgiu no fim dos anos 1980 e se firmou logo no começo dos 90, quando o desmantelamento da Embrafilme (e do sistema de produção e distribuição) pelo presidente Fernando Collor de Mello, praticamente transformou o curta na única alternativa para o cinema brasileiro. Por sua duração e pelo custo, o curta presta-se à experimentação e foi assim que se consolidou no País e, com ele, o festival.A retomada da produção não retirou a aura do curta e o festival chega agora à sua 15.ª edição com uma extensa programação que também vai ao Rio (dia 3), ao Recife (dia 6) e a Porto Alegre (de 9 a 12). Competição nacional e internacional, mostra latina, homenagens a Thomaz Farkas e a François Truffaut, uma seção especial intitulada Megacidades. Tudo isso e mais debates com convidados do Brasil e do exterior, oficinas de realização e até o Encontro Nacional da Associação Brasileira de Documentaristas. Até dia 4, São Paulo vira a capital mundial do curta-metragem. E, ah, sim ? você não vai ter de pagar nada. As 194 sessões são todas gratuitas. Não se deixe impressionar pela duração. O curta pode ser tão bom quanto os melhores longas. Vida longa ao curta!

Agencia Estado,

26 de agosto de 2004 | 18h57

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