Festiival em Minas traz o melhor do curta-metragem

Com a retrospectiva em homenagem ao cineasta brasiliense José Eduardo Belmonte, começa hoje o 6.º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte. O festival mineiro ganha a forma de uma verdadeira maratona do curta-metragem, brasileiro e internacional, rara oportunidade de exibição de que o formato dispõe com exclusividade para si.Nesta que deve ser a sua primeira retrospectiva, Belmonte exibe Um Trailer Americano, Dez Dias Felizes, Tepê, 5 Filmes Estrangeiros e Três. Os títulos, inusitados em sua maioria, sugerem inventividade, e não negam fogo. São trabalhos realmente inovadores, que aspiram à experimentação com as formas narrativas. Belmonte já tem um longa-metragem, Subterrâneos, e está finalizando outro, A Concepção, mas aprimorou sua criatividade no curta-metragem. Essa é a ênfase do festival: pôr em destaque esse espaço privilegiado para a inovação que é o curta-metragem, formato menos preso a injunções de ordem econômica que o longa. As mostras competitivas irão apresentar filmes de extraordinária maturidade estética, como costumam ser os do paranaense Fernando Severo, que concorre em BH com Paisagem de Meninos. Ou o inventivo A História da Eternidade, do pernambucano Camilo Cavalcante. Notável também é Batuque na Cozinha, da estreante Anna Azevedo.No capítulo retrospectivas, haverá ainda a do paulista Carlos Adriano, com títulos como Um Caffé com Miécio, Militância e Remanescências. Filmes como O Lobisomem e o Coronel, Elvis K. Figueiredo e Ítalo Cajueiro, e De Janela pro Cinema, de Quiá Rodrigues, compõem retrospectiva da animação brasileira. Como em todo festival que se preze, neste também haverá uma série de debates entre especialistas, no intervalo entre uma sessão e outra.6.º Festival Internacional de Curtas de BH - De hoje até 31 de julho. Mais informações e programação completa no site do festival.

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