Fahrenheit 9/11 estréia batendo recorde nos EUA

O polêmico documentário "Fahrenheit 9/11", do americano Michael Moore, tornou-se esse final de semana o primeiro documentário a estrear nos Estados Unidos no topo da lista dos filmes mais vistos, arrecadando US$ 21,8 milhões. Se forem levadas em conta as exibições extraordinárias em dois cinemas em Nova York na última quarta-feira, dois dias antes da estréia oficial, a soma arrecadada sobre para US$ 21,96 milhões. "Fahrenheit 9/11" faz duras críticas às ações tomadas pelo presidente George W. Bush depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, e tem esquentado a disputa presidencial nos Estados Unidos. Grupos de esquerda têm incentivado seus partidários a assistirem ao filme logo na estréia; os conservadores, por sua vez, têm tentado dissuadir da exibição os donos de salas de cinema no país, além de terem procurado a Comissão Eleitoral Federal para que seja analisada a legalidade de comerciais do documentário num momento de campanha eleitoral. A alegação desses grupos é de que o filme de Moore pode influenciar a escolha do eleitorado. Michael Moore rebate: "Eu quero agradecer a todas as organizações de direita que tentaram impedir a exibição do documentário, tanto aos que tentaram persuadir, sem sucesso, os donos de salas de cinema, como os que procuraram a Comissão Eleitoral para tirar do ar os comerciais do "Fahrenheit 9/11": vocês fizeram com que mais pessoas fossem vê-lo".O filme estreou em 868 salas, número grande para um documentário, mas bem pequeno se comparado a grandes lançamentos hollywoodianos. A Lions Gate e a IFC, distribuidoras do filme (a Miramax, da Disney, se recusou a distribuí-lo por causa de seu conteúdo político), ainda pretendem colocá-lo em exibição em outras 200 salas até quarta-feira. O recorde em documentários era do próprio Moore, com Tiros em Columbine, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2002, que faturou US$ 21,6 milhões.

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