Fahrenheit 9/11 aumenta interesse pelo Iraque

O documentário de Michael Moore, Fahrenheit 9/11 se tornou um fenômeno da cultura popular dos Estados Unidos, aumentando o interesse do público pela guerra no Iraque. O filme, que critica o presidente George W. Bush e sua decisão de invadir o Iraque depois dos atentados de 11 de setembro bateu o recorde de bilheteria para um documentário. Fahrenheit 9/11 arrecadou US$ 23,9 milhões em seu fim de semana de estréia e tornou-se o primeiro documentário a estrear na primeira posição na lista dos filmes mais vistos. O crescente interesse que o documentário gerou e as controvérsias sobre o filme, provavelmente intensificaram as reações sobre o que acontece no Iraque. Analistas políticos avaliam a influência que o filme pode ter sobre a campanha presidencial. ?Não consigo me lembrar de nada tão grande? que possa afetar as eleições, disse Thad Beyle, da Universidade da Carolina do Norte. Os cientistas políticos estão atentos para ver se o documentário vai atrair os indecisos e os indiferentes, mas dizem que ainda é cedo para determinar a influência que o filme pode ter. Pesquisas recentes mostram que a opinião pública mudou com relação ao Iraque: na semana passada, pela primeira vez a maioria das pessoas dizia que a guerra foi um erro. Fahrenheit 9/11 foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes deste ano. Michael Moore também dirigiu Tiros em Columbine e Roger & Eu.

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