Exterminador retorna com hesitação e "humanidade"

"I´ll be back." Ele prometeu voltar e cumpriu. Após 12 anos de espera, Arnold Schwarzenegger estréia com sua expressão de pedra, para alegria dos fãs, O Exterminador do Futuro - A Rebelião das Máquinas, terceiro filme da série. E não faltam seqüências de tirar o fôlego. A melhor delas tem a belíssima Terminatrix, papel de Kristanna Loken, arrebentando todas as ruas e carros que encontra pela frente a bordo de um monstruoso guindaste.Mas talvez pela expectativa de mais de uma década, este terceiro episódio parece injusto com o nosso já obsoleto herói. É verdade que a tecnologia de sua rival deixou Schwarzenegger parecido com Steve Austin, o Cyborg de seis milhões de dólares. Mas ele não merecia passar duas horas apanhando (de mulher) e ainda ser obrigado a ter repentes de "humanidade" que colocam em xeque seu instinto matador.No pior momento, ele vacila em "finalizar" o seu até então protegido John Connor. Não é mais o exterminador de outros tempos. A trilha sonora também não ajudou. Ficou a sensação de que, apesar dos bons momentos, ele é menos "o exterminador" e mais uma ponte para o futuro - o inevitável número 4 já na era pós-guerra nuclear.

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