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Após 12 dias de filmagens no espaço, atriz e cineasta russos voltam à Terra

“O que é filmado no espaço não pode ser rodado em nenhum estúdio”, diz o diretor Klim Shipenko

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2021 | 07h52
Atualizado 17 de outubro de 2021 | 07h59

A nave russa Soyuz MS-18 trouxe de volta à Terra a primeira expedição de filme espacial, composta pela atriz Yulia Peresild, de 36 anos, pelo diretor Klim Shipenko, 38, e pelo cosmonauta Oleg Novitski. O pouso da cápsula de descida na área planejada da estepe do Cazaquistão, na madrugada de hoje, foi tranquilo e televisionado pela Roscosmos, a agência espacial da Rússia.

A expedição durou 12 dias e tinha por objetivo tocar parte das gravações do longa-metragem O Desafio, primeiro a ser gravado no espaço. De acordo com o projeto, o material filmado na  Estação Espacial Internacional (ISS) será usado para produzir cerca de um terço do filme (entre 35 e 40 minutos).

Última a descer da nave, Peresild destaca que o tempo na plataforma orbital parecia curto. “Foi tudo bem. Tudo foi perfeito. Oleg (Novitski) é um profissional e com ele não se sente medo”, elogia. Shipenko, por sua vez, diz que "decolar e pousar são sensações impressionantes."

O diretor russo ainda ressalta que “o que é filmado no espaço não pode ser rodado em nenhum estúdio”. Na expedição cinematográfica, sobrou até mesmo para o cosmonauta, que também teve de participar das gravações. Sobre ele, Shipenko afirma que “nos dois primeiros dias, (Novitski) tentou conter o sorriso diante das câmeras, no terceiro dia ele começou a se acostumar e no quinto já era um profissional”.

O papel de Novitski na trama, porém, não se distancia muito de sua realidade fora das telonas. Ele interpreta um cosmonauta que, quando no espaço, precisa dos socorros de uma cirurgiã, interpretada por Peresild, que voa com urgência após um curto período de treinamento. 

O custo do projeto do filme não foi revelado, mas alguns especialistas estimam que apenas a preparação de Peresild e Shipenko e o voo espacial custaram cerca de U$35 milhões.

O filme ainda não tem data de estreia, mas o  diretor da Roscomos, Dmitri Rogozin, acredita que será um sucesso nas bilheterias. No entanto, o que ele aguarda ansiosamente é o impulso ao turismo espacial: “Já tenho vários pedidos de potenciais turistas.”/Com informações de  EFE

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