DANIEL TEIXEIRA|ESTADAO
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Exibição de 'Independence Day' no estádio do Palmeiras tem Bill Pullman, frio e cobertores

Os dois filmes da série, o de 1996 e o recém-chegado ao circuito brasileiro, foram atração de nova experiência realizada na noite desta quinta-feira, 23

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2016 | 22h56

A plateia estava fria, sem grandes ovações ou palmas, mas a explicação pode ser também metereológica. Os termômetros marcavam 14 graus na noite desta quinta-feira, 23, e o vento gelado que batia em uma das arquibancadas do Allianz Park, novo estádio do Palmeiras, fazia os queixos tremerem daqueles que foram ao local para o Independence Day Experience. 

Trata-se de uma nova forma de usar a arena multiuso do time paulistano. Foi destacada uma arquibancada posicionada atrás de um dos gols e transformada em sala de cinema a céu aberto. A tela foi erguida sobre o gramado, em um tamanho razoável, embora pudesse ser maior (alguns ingressos, os mais baratos, cujo valor era R$ 90 a entrada inteira, eram vendidos com o aviso de "visão parcial"). O sistema de som do estádio, contudo, se comportou bem diante das explosões e de outras catástrofes barulhentas exibidas na telona. 

O Independence Day Experience consiste na exibição dos dois filmes da agora franquia de ficção científica Independence Day. O primeiro, de 1996, abriu a sessão, um pouco depois das 19h, quando o público ainda chegava à arena - as vias de acesso nos arredores exibiam o tráfego intenso, embora não tão congestionado quanto em noites de jogos de futebol ou shows internacionais no estádio. 

Na sequência, foi a vez de Bill Pullman, ator que é um dos protagonistas da cinessérie, intérprete do presidente Whitman, responsável por liderar o ataque contra os alienígenas no primeiro filme, surgir diante do público para apresentar Independence Day - O Ressurgimento, longa que estreou nesta quinta-feira, 23. 

E o "presidente" chegou com estilo. Uma comitiva de carros de luxo invadiu o gramado como uma verdadeira comitiva presidencial. Pullman, de rosto liso, sem a barba exibida na telona, fez uso das frases de efeito do personagem no seu discurso diante do público estimado em 5 mil pessoas. 

Frases como "mostraremos que não vamos nos render" e "juntos lutaremos contra os nossos inimigos" fizeram a alegria daqueles que realmente eram especialistas no longa de 1996 - que não eram em tão grande número assim. Ainda assim, político, o ator elogiou o público presente. "Sinto o calor e a paixão do público brasileiro mesmo numa noite fria como essa", galanteia Pullman. 

O ator veio a São Paulo para lançar o primeiro filme. Na vinda de 1996, contou ele nesta quinta, o ator descobriu frutas como atemoia e jabuticaba e levou sementes para plantar na sua casa nos Estados Unidos. 

Pullman brincou com a facilidade de ser um presidente na telona, algo muito mais leve do que exercer o cargo na vida real. "(No cinema) não preciso fazer campanha para ser eleito e não é preciso cumprir o mandato. E, bom, não é preciso se preocupar com a possibilidade de impeachment", disse ele. "A situação política nos Estados Unidos e do Brasil são parecidos. Lá passamos por uma instabilidade política. Aqui, a situação é desafiadora. Algumas pessoas acabam exagerando em algumas diferenças, mas acho que essas deveriam ser diminuídas e deveríamos aumentar o nosso coração." 

Com o fim do discurso de Pullman, foi iniciado o segundo filme da maratona de invasão alienígena noturna, Independence Day - O Ressurgimento, novamente com palmas. 

Em uma ação louvável, foram distribuídos cobertores a todos os presentes. O público foi encorajado a devolver as cobertas após as sessões para que essas possam ser doadas. 

 

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