Jordan Strauss/AP
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Ex-empresário de Stan Lee é preso acusado por abuso de idosos

Keya Morgan foi acusado de fraude, roubo e detenção ilegal do ex-editor da Marvel Comics, morto em 2018

Redação, AFP

26 de maio de 2019 | 16h48

Keya Morgan, ex-empresário do roteirista, escritor e editor de quadrinhos Stan Lee (1922-2018), foi preso neste sábado, 25, por abuso de idosos, fraude, roubo e detenção ilegal de Stan Lee, de acordo com a polícia de Los Angeles. A investigação sobre o suposto abuso cometido pelo ex-empresário começou em março de 2018.

No ano passado, o ex-advogado de Lee Tom Lallas solicitou uma ordem de restrição contra Morgan, 43, acusando-o de explorar o editor e tentar se apossar de sua fortuna, estimada em mais de 50 milhões de dólares. Segundo ele, Stan Lee mostrava sinais de perda de memória e perturbação do juízo.

Além da ordem de prisão, a polícia de Los Angeles prendeu Morgan em 2018 por ligações falsas para o número de emergência, em que afirmava que a vida de Lee estava correndo risco. Segundo a polícia, ele fez estas chamadas em junho de 2018, para convencer Lee a abandonar sua residência, no bairro de Hollywood Hills, e se instalar em um apartamento de Beverly Hills, onde teria ficado isolado e sob o controle de Morgan.

Os investigadores acusam Morgan de roubo, principalmente durante assinaturas de autógrafo em que Lee ganhou 262 mil dólares, que nunca embolsou. Após a ordem de restrição, Morgan declarou ao site TMZ que havia cuidado "muito bem de Lee nos últimos anos" e que as acusações de que foi alvo eram falsas.

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