Ewald Filho lança primeiro "Guia de DVD"

É uma rotina à qual Rubens Ewald Filho já está acostumado. Onde quer que vá, pelo Brasil afora, as pessoas o identificam como o homem da cobertura do Oscar, seja na Globo ou no SBT. E perguntam: "Tem filme brasileiro este ano no Oscar?" Ewald Filho ainda não sabe se haverá filme brasileiro no Oscar do ano que vem, mas nem tem tido tempo de pensar no assunto. Está mais ocupado com o livro que lança amanhã na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4.777, segundo piso), em São Paulo, o Guia do DVD. Depois de praticamente inventar a cobertura de vídeo no País, criando um modelo que se mantém, ele faz agora um lançamento pioneiro na área do DVD."Era importante para mim, profissionalmente, ser o primeiro na área do DVD, já que fui o primeiro no vídeo", diz Ewald Filho, sem falsa modéstia. É o mais conhecido dos críticos brasileiros de cinema. Inicia em setembro uma nova etapa de sua carreira. Ele deixou a HBO, onde era diretor, além de apresentar um programa de entrevistas, e passa a pertencer ao quadro dos Telecines, da Net/Sky. Basicamente, estará lotado no Telecine 5. Anuncia que haverá até mudança no nome do canal.Há um ano Ewald vinha conversando com o editor Orlando Barroso, da Vimarc, sobre a oportunidade e até necessidade de se publicar um guia de DVD no País. Acharam inicialmente prematuro, mas resolveram assumir o risco. Fizeram bem. O Guia do DVD (300 págs., R$ 30) chegará ao mercado num momento de aquecimento do setor. Desde que a Gradiente lançou seu aparelho a preços mais acessíveis, o DVD não parou de vender. "O mercado cresceu 300%", diz Ewald Filho. É o momento propício para se pensar num guia. "Será o primeiro de uma série."No total, o Guia do DVD traz 730 títulos - cerca de 600 compõem os lançamentos da chamada região 4, que inclui o Brasil. Os demais são DVDs já existentes na região 1 - os Estados Unidos. "São clássicos, os musicais que eu adoro e que terminarão chegando ao mercado", diz Ewald Filho. Entre eles, claro, está seu musical favorito - Amor, Sublime Amor, o West Side Story de Robert Wise e Jerome Robbins. Por considerar que o DVD é um produto diferenciado, Ewald criou uma avaliação também diferenciada para as réplicas (já que não existem cópias em DVD, de tão perfeitas que são).Para cada título, ele criou um quadro de avaliação de 20 ítens. "Dou sinopse, ficha técnica e também informações sobre áudio, imagens e extras que são essenciais no DVD." Assim, o espectador vai saber o formato da tela, a pontuação do som. Tudo é avaliado por meio de estrelas, em número de um a cinco - a imagem, o som, o próprio filme. "Às vezes cruzo estrelas, porque a avaliação do DVD da região 1 não é a mesma da região 4." Ele acrescenta que essa história das regiões é relativa, pois hoje um DVD já pode ser transcodificado em qualquer loja da esquina. "A diferença, hoje, é se tem legendas em português ou não."O lançamento ocorrerá das 18h30 às 22 horas. Incluirá uma palestra de Ewald Filho e de um engenheiro de som sobre o que é DVD. Lá pelas 20 horas, serão apresentados os extras de Men in Black (Homens de Preto) e Fim de Caso, para ilustrar a qualidade de imagem e som do DVD, superior à do vídeo. O que torna a pergunta inevitável? O DVD vai substituir o vídeo, como o CD substituiu o vinil? "Acho que vai haver uma acomodação entre ambos", acredita Ewald Filho.

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