Eva Green garante sensualidade em "Cruzada"

Eva Green virou objeto de desejo das platéias masculinas ao aparecer nua em Os Sonhadores, longa de Bernardo Bertolucci sobre o maio de 68. Agora, ela estrela Cruzada, novo longa de Ridley Scott que estréia na sexta-feira em quase 400 salas de todo o País. A cúpula da Fox não queria Eva no principal papel feminino de Cruzada. Scott bateu pé e venceu. Eva lhe é grata. Não só a ele. "Tive o privilégio de trabalhar com dois grandes diretores que confiaram em mim". Eva tem uma breve cena de amor com o personagem de Orlando Bloom, o cruzado Bailian, que o diretor corta sem dar tempo ao espectador de se fixar no escultural corpo da atriz. Se a nudez é um problema para Eva? "Eu não seria uma atriz se tivesse problemas com meu corpo", ela revela numa entrevista por telefone, de Madri. Eva estava na capital espanhola participando da campanha de lançamento de Cruzada. Em todo o mundo, incluindo os EUA, a estréia será no dia 6. De Madri, ela voou para Paris. O fato de Scott e Bertolucci terem confiado nela não significa que não tenham exigido muito de Eva no set. "De certa maneira, embora o filme fosse menor, como escala de produção, quase todo dentro daquele apartamento, Bernardo sabia exatamente o que queria de mim e me pressionava até atingi-lo. Curiosamente, senti-me muito mais livre trabalhando com um perfeccionista como Ridley, numa produção dez vezes mais cara." Sair de um apartamento para um set aberto, com tomadas de helicópteros, explosões e 30 mil figurantes - multiplicados, depois, no computador - pode ser intimidante para qualquer atriz, mesmo veterana. "Ridley possui a fama de que controla tudo e ele tem um olho rigoroso. Planeja as tomadas e não dá chance para o acaso. Dentro dessa estrutura de ferro que ele arma, os atores, paradoxalmente, ficam livres para criar. Nunca me senti dirigida por Ridley, mas tenho certeza de que fiz exatamente como ele queria, caso contrário não teria me aprovado." O épico desenrolado no século 12 trata do cerco a Jerusalém pelas forças do rei muçulmano Saladino. Na Cidade Santa, reinava um jovem soberano corroído pela lepra, cujo rosto não vemos nunca, apenas seus olhos (é interpretado por Edward Norton). O rei de Jerusalém, ao morrer, deixa o trono para a irmã, Sybilla. Ela é casada com Guy de Lusignan, mas detesta o marido. Ama Bailian, que a rejeita. O resultado é o confronto entre cristãos e muçulmanos em cenas de batalha de intenso realismo.

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