EUA pedem que Suíça extradite cineasta Roman Polanski

Os Estados Unidos pediram formalmente à Suíça que extradite o cineasta Roman Polanski, que fugiu de uma sentença na Califórnia por acusações envolvendo um crime sexual contra uma criança em 1977, afirmou o Ministério da Justiça da Suíça nesta sexta-feira.

SAM CAGE E LISA JUCCA, REUTERS

23 de outubro de 2009 | 08h38

O ministério afirmou que irá tomar a decisão sobre a extradição com base numa audiência e informações dadas pelo advogado de Polanski, mas não há prazo.

"Levaremos o tempo que for necessário", afirmou o porta-voz Folco Galli.

Polanski poderá recorrer de uma eventual decisão favorável à extradição no Tribunal Criminal Federal da Suíça e, em última instância, ao Supremo Tribunal Federal suíço, afirmou o ministério.

O diretor de 76 anos, vencedor do Oscar, com nacionalidades polonesa e francesa, foi preso em atendimento a um pedido dos Estados Unidos quando foi à Suíça em 26 de setembro para receber um prêmio pelo conjunto de sua obra num festival de cinema.

Polanski fugiu dos Estados Unidos há 32 anos, quando foi condenado por ter relações sexuais com uma menina de 13 anos.

Fontes jurídicas norte-americanas afirmaram que o processo de extradição é complexo e pode levar anos se Polanski recorrer.

Esta semana um tribunal suíço rejeitou um pedido de Polanski para ser solto sob fiança, afirmando que o risco de que ele fuja era muito alto.

O advogado do diretor, Herve Temime, preferiu não comentar o caso.

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