Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

'Eu deveria morar aqui', brinca Will Smith sobre o Brasil

Ator veio ao País para divulgar o filme 'Bright', segundo ele 'um encontro entre Dia de Treinamento e O Senhor dos Aneis'

Pedro Antunes e Gabriela Biló, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 06h00

Às 17h, a fila em frente ao principal auditório vibrava excitação e ansiedade. O espaço, com 3,5 mil lugares, estava cheio. Para alguém entrar, era preciso que alguém saísse. E era pouco provável que alguém deixaria seu acento momentos antes do último e mais esperado painel dos quatro anos da Comic Con Experience, evento dedicado à cultura pop que tomou o São Paulo Expo desde quarta-feira, 6, encerrado no domingo. Ao todo, foram 227.451 pessoas em quatro dias de evento - a título de comparação, a Comic Con de San Diego, a mais famosa do mundo, leva 156 mil pessoas à cidade californiana.

Dentro do auditório era exibido Bright, o novo filme da Netflix, que estreia no serviço no dia 22 de dezembro, dirigido por David Ayer. Quem não entrou, ainda ouvia a trilha sonora ou o som dos disparos fictícios dos vindos das caixas de som gigantescas posicionadas ao lado da tela de cinema. 

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Não ficaram sem um pouquinho de Will Smith, contudo. O astro, a estrela do filme de Ayer, com quem trabalhou em Esquadrão Suicida, atravessou por uma passarela sobre o público para uma entrevista ao vivo para o site Omelete, organizador do evento. No caminho, Will era só sorrisos. Se havia uma tensão nos bastidores sobre o comportamento do astro - estrelas de Hollywood, afinal, são sempre imprevisíveis -, isso foi deixado de lado nos primeiros passos de Smith por cima do público. “Will! Will! Will!”, gritavam eles - e era possível ouvir de dentro do auditório. O ator surgiu de um lado para o outro da passarela, distribuiu sorrisos, entregou regalos e acenos para o público. Entrevista feita - e era possível acompanhá-la pelo vidro -, Smith voltou pelo caminho que veio. Mais gritos - Will! Will! Will - eram ouvidos do lado de dentro do auditório. 

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Bright já estava no fim quando os gritos voltaram do lado de fora. Logo, Smith estaria no palco do painel ao lado de Ayer e Joel Edgerton. 

E, diante da plateia, Smith é o rei. Domina o público com elogios. “Eu deveria morar aqui”, brinca, sobre a recepção acalorada ao subir no palco. Só sorrisos, ele ainda improvisou um beat-box com o público. “Eu grito ‘bra' e vocês gritam ‘sil’” Ele ainda rimou o tema de Um Maluco no Pedaço, série de humor sucesso que foi ao ar de 1990 a 1996. O público, é claro, ergueu seus celulares e registraram tudo. Por fim, Smith ainda assinou um disco em vinil de Homebase, um disco de hip hop lançado por ele em 1991. 

Bright é, como Smith descreveu,  “um encontro entre (os filmes) Dia de Treinamento e O Senhor dos Aneis”. “David Ayer é um daqueles diretores de uma lista que eu tenho. Todos os nomes ali, como Ang Lee, Michael Bay e Christopher Nolan. Se algum nome desses me chama, eu vou”. 

Bright coloca, na mesma viatura de polícia, o humano Daryl Ward (Smith) e um orc Nick Jacoby (Egderton). Os personagens vivem em um mundo no qual orcs, humanos, elfos e fadas coexistem - e, sim, as varinhas de condão são itens poderosos. Talvez só não tão poderosas quanto o carisma de Will Smith. 

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