"Eterno Amor" mostra a paixão em tempo de guerra

Em Eterno Amor, história de paixão e guerra do diretor Jean-Pierre Jeunet que estréia hoje, a heroína, Mathilde, interpretada por Audrey Tautou, a mesma de Amélie Poulain, sucesso anterior de Jeunet, procura pelo amado que todos dão como morto na carnificina das trincheiras da 1ª. Guerra Mundial. Ela sabe que o noivo Manech (Gaspard Ulliel) foi condenado à morte por delito de automutilação, com outros quatro soldados. Quer dizer, eles infligiram ferimentos a si mesmos para poderem dar baixa e voltar para casa. Na corte marcial, pegaram a pena capital. Mathilde acredita que Manech de alguma forma sobreviveu à sentença e sai em sua busca. O filme ganha assim esse espírito que se poderia chamar de "policial", pelo menos em seu espírito de investigação. Trabalha com indícios, versões, pistas falsas, testemunhas viciadas. A moça deverá revolver no passado para tentar encontrar o paradeiro do noivo. Desde O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e, agora com este Eterno Amor, Jeunet vem aumentando a substância de sua obra. Tem engrossado o caldo da sopa, por assim dizer. Em Eterno Amor consegue momentos de emoção, contrapostos a um senso de humor que aflora aqui e ali, na medida certa. O espectador é arrastado para a dor e a sujeira da guerra, mas com um sentido de estilização que, aqui, se põe a serviço da narrativa. E também da emoção.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.