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'E.T.', 'Os Caça-Fantasmas' e 'Os Goonies' estão em cartaz no Cinesesc

Mostra Noites do Barulho é programação especial de férias no espaço de cinema na Rua Augusta

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2019 | 16h38

No CineSesc, começa nesta quinta, 18, e vai até a quarta, 24, sempre às 19 h – e menos no sábado, 20 –, uma programação que promete resgatar o garoto que anda meio escondido no peito do mais empedernido dos cinéfilos. Independe de gênero – pode ser a garota, a cinéfila –, embora, para falar a verdade, sejam filmes de aventuras que, em sua maioria, celebram o rito de passagem de meninos. Clubes do Bolinha – menina não entra em Os Goonies, mas a irmã de Elliot, a gracinha Drew Barrymore, recém saída dos cueiros e muito antes de virar 'pantera', tem presença destacada em ET.

São filmes dos anos 80, o que significa que quem os viu criança hoje deve estar batendo ou já ultrapassou os 'enta', 40! Essa programação especial chama-se Noites do Barulho e promete incrementar as férias de julho no cinema da Rua Augusta. E, sim, você vai ver que o que une muitos desses filmes é um produtor e diretor dos mais conhecidos, Steven Spielberg.

E.T. - O Extraterrestre

Quando fez este filme, em 1982, o jovem Steven Spielberg já adquirira a reputação de Midas de Hollywood, graças ao sucesso extraordinário de Tubarão, de 1975, e Encontros Imediatos do Terceiro Grau, de 1977. O primeiro era um terror que assustava como os dentes afiados do tubarão que assolava a praia de Amityville. O segundo abria-se para o maravilhoso, e nele um adulto (Richard Dreyfuss ou Spielberg?) reencontrava a infância por meio dos discos voadores que rondavam sua vizinhança. Em Contatos, os discos abduziam pessoas. Em E.T., o alienígena perde-se dos companheiros e fica preso na Terra. Elliot, um garoto carente, que perdeu o pai, o encontra e vai ajudar – até contra agentes do goverrno! – o E.T. a voltar para casa. 'Home', Lar, diz o alienígena, e aponta o dedo para as estrelas. Numa cena antológica, Elliot, interpretado por Henry Thomas, e seus amigos, a bordo de bicicletas, fogem com o ET para as montanhas. A polícia fecha o cerco, Elliot fecha os olhos – e a bicicleta voa, graças à magias do E.T., do cinema. A bicicleta passa pela Lua (ao fundo) e a imagem emblemática virou o logo da Amblin Entertainment, empresa de Spielberg.

Quinta, 18/7, 19 h.

Os Goonies

Mil vezes você deve ter lido, ou ouvido, que filmes de piratas não faziam mais sucesso em Hollywood, até que a série Piratas do Caribe, com Johnny Depp, quebrou a maldição. Mas Os Goonies fez (sucesso!) e virou o filme de cabeceira de muita gente que o viu na estreia, em 1985. Meninos descobrem um mapa do tesouro e partem em busca do outro do lendário pirata Willy Caolho. A molecada inclui Sean Astin, Ke Huy-Quan, que havia feito Indiana Jones e o Templo da Perdição (de Steven Spielberg), Jeff Corey, Corey Feldman, uma garota (sim, Kerri Green) e a grande surpresa para muitos será reencontrar, pequeno, mas já com aquela cara, Josh Brolin, o futuro Thanos, supervilão da série Vingadores. Atrás do ouro também estás uma sinistra família italiana, os Fratelli, cuja mamma, Anne Ramsay, marcou os 80 com sua cara de maus bofes. Spielberg produz (na Amblin), Richard Donner dirige, e ele também fez a exitosa série Máquina Mortífera, mas convém não subestimar o aporte, ao roteiro, de Chris Columbus. Ele escreveu Esqueceram de Mim e formatou a série Harry Potter, além de haver dirigido os dois primeiros filmes. Rever Os Goonies será motivo de grande diversão.

Sexta, 19, 19 h.

De Volta para o Futuro

O primeiro filme da saga de Marty McFly, que a bordo do bólido, o DeLorean, do cientista maluco 'Doc', viaja no tempo e vai parar no passado, na época em que seus pais eram teens – e a futura mãe dele se interessa demais pelo garoto descolado que não se parece com nenhum outro de seus colegas de escola. Edipianismo às avessas – McFly tem de frustrar a expectativa da mãe e aproximá-la de seu futuro pai, o garoto mais, ou melhor, 'menos' da turma toda. Com isso, garante seu nascimento e muda o futuro no filme de 1985, dirigido por Robert Zemeckis e produzido por... Adivinhe – Steven Spielberg! O sucesso foi tão grande que surgiram De Volta para o Futuro 2 e 3, com o mesmo time. A nostalgia de rever o filme hoje está em saber que Michael J. Fox, que faz McFly, passou a sofrer prematuramente de Parkinson, tendo se tornado um lutador contra a doença. O mais incrível – embora fosse o preferido de Zemeckis e Spielberg, Fox estava sem agenda e o filme começou com outro ator jovem, Eric Stoltz. Ao fim de quatro semanas, e mesmo com prejuízo, Zemeckis desistiu de Stoltz e Spielberg bancou que ele refilmasse tudo de novo com Fox.

Domingo, 21, 19 h.

Gremlins

Em 1984, Joe Dante já estabelecera sua fama de diretor de terror com Piranha e Grito de Terror. Foi quando realizou, com produção de Steven Spierlberg – quem mais? –, essa comédia de terror que marcou época. Um pai em busca de presente de Natal para o filho encontra, numa loja de Chinatown, o que procura. Gizmo, um mogwai, parece um bichinho de pelúcia, de tão dócil. Mas o proprietário do estabelecimento adverte – não o alimente depois da meia-noite, não o exponha à luz nem deixe que se molhe. Quando as três coisas ocorrem, Gizmo se multiplica nos destruidores gremlins, que transformam a festa natalina num festival de destruição na pequena cidade de Kingston Falls. Momento antológico - os gremlins assistem a Branca de Neve e os Sete Anões, o clássico da Disney, no cinema da cidade. Zach Galligan faz o garoto, Billy, e após a experiência traumática o que ocorre? Ele se muda para Nova York, onde os gremlins reaparecem para destruir uma torre inspirada na Trump Tower do atual presidente dos EUA. Gremlins 2 é muito divertido, mas como o 1, não há.

Segunda, 22, 19 h.

Labirinto – Magia do Tempo

Excepcionalmente, essa não é uma produção de Steven Spielberg, mas de um produtor inglês associado a... George Lucas, que, em 1986, já enchera os tubos ganhando dinheiro com Star Wars, a primeira trilogia, que depois virou 4, 5 e 6, e os dois primeiros Indiana Jones. Lucas investiu muito dinheiro numa fantasia musical repleta de efeitos, e ainda por cima interpretada por David Bowie, que já era o ícone do 'glam rock' que todo o mundo sabe. O fracasso foi monumental, e o filme não faturou metade do orçamento milionário. Virou cult, de qualquer maneira, e hoje tem inúmeros admiradores. O crítico Rubens Ewald Filho achava o fracasso injusto, e adorava a trilha, os efeitos. Na história, garota que tem de cuidar do irmão, lê um livro chamado Labirinto. Cansada de tudo – da manhã do bebê –, ela invoca o rei dos goblins para que leve o irmãozinho. Quando o dsesejo se reealiza, não resta a Jennifer Connelly senão procurar o bebê no labirinto, antes que os pais cheguem. Ah, sim, quem dirige é Jim Henson, o criador dos Muppets.

Terça, 23, 19 h.

Os Caça-Fantasmas

Eleita a melhor comédia de todos os tempos em 2005, pela Imagine Games Network, Os Caça-Fantasmas, Ghostbusters no original, tem frequentado outras listas, não tão bem colocado, mas sempre como uma das 100 melhores comédias do cinema. Parceria entre amigos, foi escrita por Dan Aykroyd e Harold Ramis para a interpretação dos dois, e também de Bill Murray e Sigourney Weaver, sendo dirigido, em 1984, por Ivan Reitman. A história, muito nonsense, mostra três amigos parapsicólogos que criam firma para caçar fantasmas em Nova York. Para ter ideia da loucura, o portal para o além é um refrigerador, um símbolo de consumo, e no gran finale o trio enfrenta um gigantesco Homem de Marshmallow que está destruindo Manhattan. O filme teve uma sequência, seguida por duas séries animadas. No remake de 2016, os caça-fantasmas originais são substituídos por mulheres. Apesar da propaganda feminista, não fez muito sucesso.

Quarta, 24, 19 h.

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