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Estreias e homenagens marcam É Tudo Verdade 2014

Festival destaca obras de diretores que estreiam na competição e homenageia Eduardo Coutinho

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2014 | 14h22

O É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários chega a sua 19 edição confirmando uma tendência que vai exatamente contra as tendências majoritárias. Em seus 77 filmes de 26 países, dos quais 19 fazem suas premières mundiais,  há os mais variados temas, estilos e formas de se contar histórias. "Há uns 10, 15 anos, por conta da força da descoberta do cinema do Eduardo Coutinho, o número de filmes que se inspiravam no cinema dele aumentou muito. Já neste ano, houve poucos filmes neste estilo", comenta Amir Labaki, diretor e criador ETV. "Estes filmes traziam um estilo de entrevistas alinhavadas,como Coutinho fazia tão bem. Mas a gente sabe que Coutinho só teve um, que conseguiu fazer um cinema baseado na palavra e tão belo", continua o diretor.

Filmes sobre temas relacionados ao futebol e ao esporte também não se sobressaíram neste ano de Copa do Mundo. "Assim como  os filmes  políticos, que foram muitos nos  anos que se seguiram após o 11 de setembro de 2001. A tendência hoje é o fato do documentário estar buscando, pelo diálogo com as outras artes formas diferentes de se narrar uma história. Não há mais a predominância da voz em off (a chamada Voz de Deus) ou a linguagem do cinema direto. Há diferentes recursos, como a animação, por exemplo, que constroem hoje um documentário. É um momento de muita variedade", completou o diretor.

Labaki também destaca o clima de descoberta que esta edição traz. Dos sete longas-metragens que integram a mostra competitiva nacional,  seis  são de diretores estreantes. Na competição internacional, o feito se repete. Entre os que competem na categoria, apenas um já competiu no festival. Entre os destaques, há Canção da Floresta, de Michel Obert, um retrato do etnomusicólogo Louis Sarno, que venceu o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) em 20013 e será o filme de abertura em São Paulo. Já no Rio, Tudo Por Amor ao Cinema abre a sessão para convidados.

Merece também atenção o longa dinamarquês Ai Wei Wei -  The Fake Case, que conta a história do artista e ativista de direitos humanos chinês Ai Wei Wei, preso em 2011 por conta das acusações que faz ao governo de seu país. Há também uma homenagem a Eduardo Coutinho, que já havia ganhado uma retrospectiva do festival há dois anos. O festival realiza a primeira exibição em São Paulo de dois filmes que Coutinho realizou para o DVD de Cabra Marcado Para Morrer: Sobreviventes de Galileia, que  registra a volta do diretor ao local 30 anos depois do lançamento do longa, e A Família de Elizabeth Teixeira, sobre a protagonista de Cabra Marcado.

O festival ocorre simultaneamente em São Paulo (de 03 a 13 de abril) e Rio (de 04 a 13) e viaja para Brasília e Belo Horizonte em seguida. 

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