Estréias de cinema têm Woody Allen e Bruno Barreto

Entre Paulinho da Viola, Woody Allen e Gwyneth Paltrow estrelando filme de Bruno Barreto, devem ficar as preferências entre as estréias desta semana nos cinemas. Mas há ainda o espanhol Anita não Perde a Chance, para os cinéfilos de plantão, e O Dono da Festa, para o público baladeiro.Em Paulinho da Viola - Meu tempo é hoje, o tempo é o fio condutor do filme dirigido por Izabel Jaguaribe e roteirizado pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura. Neste filme-biografia, o tempo foi um dos múltiplos aspectos da vida do músico, que a dupla decidiu investir e desenvolver, por sugestão do próprio Paulinho da Viola. Ao lançar o tema, o compositor apontou para uma questão que não só permeia sua obra, como também faz parte de sua vida. O filme foi realizado em quase três anos e faz parte de um projeto do documentarista João Moreira Salles, da Vídeo Filmes, que já havia rodado um documentário sobre o pianista Nelson Freire e queria produção similar com um ícone da MPB.Dirigindo no Escuro (Hollywood Ending) é o 33.º filme de Woody Allen, produzido em 2002. No ritmo de um filme por ano, ele já tem outro pronto, Anything Else, que vai abrir o Festival de Veneza no dia 27. Em Dirigindo no Escuro, Allen é Val Waxman, um cineasta fracassado. Ele contracena com a musa da vez, Téa Leoni, que faz o papel de sua ex-mulher, Ellie. Ela vive com um poderoso produtor de filmes e aí surge a chance de Waxman dar a volta por cima com um filme noir de orçamento alto, chamado The City Never Sleeps. Tudo vai bem até que um acidente psicológico acomete Waxman durante as filmagens. O enredo é mote para Allen criticar a indústria do cinema americano, os produtores poderosos, os críticos, os jornalistas especializados. Todos entram na sua mira da sua arte ferina, desta vez, ironicamente, com produção de Steven Spilberg e sua poderosa DreamWorks.O filme estréia hoje em São Paulo e Rio, com poucas cópias. Você poderá até não gostar, mas é bom que veja Voando Alto, filme de Bruno Barreto com produção da Miramax e estrelado por ninguém menos do que Gwyneth Paltrow. Ela faz o papel de uma aeromoça. "Todo mundo acha a Gwyneth uma gracinha, mas ninguém morre de tesão por ela. Gwyneth foi a primeira a reconhecer: só mesmo um diretor brasileiro para deixá-la bonita e gostosa", disse Barreto. É, realmente, o filme em que a vencedora do Oscar - derrotou a extraordinária Fernanda Montenegro de Central do Brasil, concorrendo por Shakespeare Apaixonado - está mais sexy. Foi até o que a interessou na personagem, tão diferente dela. Isto não foi suficiente para que Voando Alto recuperasse, nas bilheterias dos EUA, o investimento de US$ 35 milhões.Anita não Perde a Chance, do diretor catalão Ventura Pons, conta a história de Anita, que é bilheteira num cinema. Logo no começo, ela recebe uma semana de folga e, ao regressar, descobre que a velha sala foi demolida e será substituída por um cinemax. Anita vem espiar a obra todos os dias. Envolve-se com o operário que controla a grua. "A história é basicamente a de Luis Anton Baulenas, um autor importante aqui da Catalunha, no livro Bones Obres", diz o diretor. Basicamente, mas não exatamente. Ventura Pons encheu sua trama de referências ao próprio cinema. Anita é também um filme sobre a linguagem. O Dono da Festa, de Walt Becker, é uma comédia com Ryan Reynolds, Tara Reid e Tim Matheson, em que um jovem vive nas baladas até que o pai decide cortar sua mesada, e ele tem que se virar para continuar a viver como gosta.

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